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Centenas de estudantes das escolas secundárias da Praia realizaram na manhã desta quinta-feira, 04 de abril, um protesto onde solicitaram o aumento do salário dos professores para que possam ter acesso às notas.

“Queremos as nossas notas” e “Justiça aos nossos professores” foram os gritos de protesto dos alunos do ensino secundário de diversos liceus da cidade da Praia que saíram na manhã desta quinta-feira, 04, às ruas para exigirem a publicação das notas e também apoiarem a luta da classe docente.
O protesto que arrancou na Praça Alexandre Albuquerque, no centro da cidade, e fez o percurso da descida do Plateau, passando pela Avenida Cidade de Lisboa até ao Estádio da Várzea, contou com a participação dos alunos do 7.º ao 12.º ano de escolaridade das escolas secundárias de Pedro Gomes e Cesaltina Ramos (ambos de Achada Santo António), Domingos Ramos (Plateau), Manuel Lopes (Calabaceira) e do liceu de Cónego Jacinto (Várzea), todas da cidade da Praia.
Segundo a estudante Laide da Veiga, do 12.º ano da escola secundária Pedro Gomes, a iniciativa partiu dos próprios alunos que por não estarem satisfeitos com a não publicação das notas deste trimestre, decidiram reunir e manifestar a indignação, pedindo o aumento do salário dos professores para que a situação das notas possa ser resolvida.
“Estamos aqui hoje para apelar ao Governo que responda ao solicitado dos professores e aumente os seus salários para que possam revelar as nossas notas, principalmente nós do 12.º ano que se não tivermos as notas publicadas não teremos acesso ao currículo escolar para podermos ingressar nas universidades”, disse em entrevista ao Balai.
Neste arranque do terceiro e último trimestre do ano letivo, o protesto surge em consequência da greve dos professores a nível nacional que implicou o congelamento das notas do segundo trimestre.
Conforme a estudante, embora alguns docentes que não aderiram à greve tenham publicado notas, boa parte das disciplinas continuam sem avaliações publicadas, o que faz com que os alunos se sintam preocupados com a situação até o final do ano letivo.
O congelamento das notas foi uma medida adotada pelos professores, anunciada em fevereiro deste ano, que desde outubro de 2023 manifestaram o seu descontentamento sobre as condições salariais e os direitos trabalhistas da classe docentes.
Em entrevista dada nesta quarta-feira, 03, à agência de notícias, Inforpress, Aleida Semedo, representante do movimento de professores, que falava à imprensa sobre a intenção da Direcção Nacional da Educação (DNE) de retaliar contra professores que aderiram à decisão de não lançar notas, assegurou que “os alunos não estão prejudicados porque todos tiveram acesso às suas notas de segundo trimestre, tendo explicado que as notas apenas não foram lançadas no sistema para serem publicadas nas pautas”.

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