Dados apontam que 9,6% da população adulta em Cabo Verde usa tabaco

Estudo foi realizado no ano de 2021 e aponta que o consumo nos homens é mais elevado do que nas mulheres.

A prevalência atual do fumo do tabaco pela população adulta em Cabo Verde é de 9,6 por cento, sendo que os homens fumam mais, segundo dados do II Inquérito de Doenças Não Transmissíveis de 2021. Estes dados foram apresentados durante um workshop de sensibilização dos media sobre os impactos do tabagismo, no passado dia 29 de maio, realizado na cidade na Praia

A iniciativa foi da Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD) juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC) e visou consciencializar e informar os jornalistas sobre os efeitos do tabagismo.

O Dia Mundial sem Tabaco é assinalado anualmente a 31 de maio e este ano a Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD) adotou como lema “Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco”.

De acordo com a CCAD este tema visa mobilizar os esforços internacionais para impedir que os jovens utilizem esta substância e alertar para as estratégias enganosas que são frequentemente utilizadas pela indústria do tabaco para comercializar estes produtos.

Bastante popular entre os jovens, a shisha, por exemplo, que é um aparelho eletrónico ou a carvão, que segundo o CCAD, é mais prejudicial para a saúde do que o cigarro, pode provocar doenças infectocontagiosas como o herpes, a hepatite C e a tuberculose, entre outros.

De acordo com os dados do II Inquérito de Doenças Não Transmissíveis de 2021, apresentados durante o workshop pela jornalista e consultora de estratégias de comunicação para o controlo do tabaco, Marilene Pereira, em Cabo Verde a prevalência atual do fumo do tabaco na população adulta cabo-verdiana é de 9,6%. Esta prevalência é mais elevada nos homens (15,7%) do que nas mulheres (3,2%)”.

Celestino Lobo, ponto focal para o controlo de tabaco do Ministério da Saúde na CCAD, defendeu durante o workshop que a comunicação social deve dar mais ênfase para os impactos do tabaco, tendo em conta as consequências desta substância na saúde das pessoas, visto que anualmente cinco por cento das mortes em Cabo Verde são causadas pelo consumo desta substância. A nível mundial, o tabagismo é a principal causa de mortes evitáveis, segundo o CCAD.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostraram que o consumo do tabaco é responsável por mais de 8 milhões de mortes anuais em todo o mundo. Cerca de 1.3 milhão dessas vítimas ocorrem entre pessoas que não usam o tabaco e resultam do fumo passivo.

Marilene Pereira lembrou ainda aos profissionais de comunicação social que o tabaco é considerado uma droga que está associada ao aparecimento de mais de 50 enfermidades, como a demência, o cancro do pulmão e da boca, angina, doenças digestivas e ósseas, entre outras.

A nível legal, para prevenir e controlar o tabagismo, Cabo Verde adotou uma nova legislação, a Lei n.º 8/X/2022, de prevenção e controlo do tabagismo, segundo as orientações da Convenção Quadro da OMS para o controlo do tabaco, ratificado pelo país através da resolução n.º 142 /VI/2005, de 29 de agosto.

Cidália Semedo/Estagiária

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