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As afirmações foram feitas pelo presidente da Câmara do Comércio de Sotavento, Marcos Rodrigues, e pela presidente da Geração B-Bright, Miriam Livramento, no primeiro dia da cimeira do Leadership Summit Cabo Verde, na cidade da Praia.

O presidente da Câmara do Comércio de Sotavento (CCS), Marcos Rodrigues, e a presidente da Geração B-Bright, Miriam Livramento, foram dois dos oradores que debateram no painel sobre a “Liderança Atlântica- Um oceano de oportunidades”, no primeiro dia da Leadership Summit Cabo Verde que aconteceu nesta quinta-feira, 9 de maio, na Assembleia Nacional.
Em declarações ao Balai, os oradores que debateram sobre o papel estratégico de Cabo Verde para a Liderança Atlântica, apontaram que tanto a criação de mecanismos de reforço do setor privado, como a qualificação dos jovens são as principais estratégias do país para alcançar essa liderança.
“O papel estratégico de Cabo Verde é, em primeiro lugar, empoderar significativamente o setor empresarial privado, coordenar as políticas de desenvolvimento e criar mecanismos importantes para que esse desenvolvimento flua e que possa realmente servir a atividade empresarial privada, o público e as pessoas, em particular, no país” identificou Marcos Rodrigues.
Na perspetiva do presidente da CCS, trata-se de um trabalho que já está a ser feito, mas “é necessário acelerar os mecanismos”.
Questionado sobre como o país pode tirar o proveito deste papel, Rodrigues considerou que o país está ciente do trabalho que deve ser feito e sublinhou as dificuldades relacionadas a essas ações, em que apontou a “falta de recursos financeiros” como a principal.
“Para acelerar qualquer processo é preciso ter dinheiro, e nem sempre temos condições essenciais para podermos materializar todo esse caminho que devemos percorrer. Estamos num processo contínuo de desenvolvimento e o setor privado está altamente engajado nesse processo”, sublinhou.
Por outro lado, a presidente da Geração B-Bright, Miriam Livramento, apontou o posicionamento geográfico do país como uma das características que favorecem o caminho para a liderança, onde frisou que é “necessário virar o rosto para o continente” como uma oportunidade para os jovens.
“O nosso continente é uma oportunidade para todos os jovens de Cabo Verde, sendo que a maioria da população do continente é jovem e nós temos um diferencial da educação, tendo em conta que 40% da população africana ainda é analfabeta e no país o cenário é diferente”, destacou.
“Nós temos um percentual maior do número de qualificação nesse aspecto e isso pode ser aproveitado, sendo que a zona económica da região africana é a que provavelmente vai crescer mais neste ano e temos que nos posicionar com os nossos jovens, dando-lhes oportunidades para que se qualifiquem”, acrescentou.
Ainda nesse aspeto, Miriam Livramento reforçou que é necessário investir mais no país e nas capacitações dos jovens para fazer com que estes permaneçam no país e possam dar o seu contributo nas vertentes importantes para o arquipélago, desde a energia renovável, o digital e a agricultura.
O primeiro dia da cimeira contou com sete paineis diferentes e um total de treze oradores nacionais e internacionais.
Hoje, 10 de maio, acontece nas instalações da Universidade de Cabo Verde, em Palmarejo Grande, o segundo e o último dia desta 2.ª edição do Leadership Summit Cabo Verde, que conta com nomes como: Abdel Camará, CEO do Grupo Aliz, Mentor de Negócios, e Co-Autor do Livro “O Poder da Venda”, José Luís Mascarenhas Monteiro, professor convidado da Universidade de Santiago, Alexandre Abade, CEO dos Hoteis Oásis Atlântico, Chris Rocha, Founder e CEO da Vale.CV, Francisco Silva, diretor da Competitividade da Oferta Turística do Instituto do Turismo de Cabo Verde e o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, vai encerrar a cimeira.






