Mama Joy, “a adepta do jogo” da CAF que se tornou um ícone enquanto apoiante do desporto sul-africano

Com 50 anos, Joy Chauke, conhecida popularmente por Mama Joy, carrega um histórico com mais de 30 anos de estrada como fã de desporto e apoiante das seleções de diferentes modalidades do seu país.

A sul-africana Joy Chauke (Mama Joy), que foi considerada “A adepta do jogo” pela Confederação Africana de Futebol, CAF, após a disputa nos oitavos de final entre a África do Sul e o Marrocos, tornou-se recentemente num dos nomes mais citados pelos cabo-verdianos, após a derrota dos Tubarões Azuis frente à seleção sul-africana nos quartos de final.

Tudo começou com a imagem de uma mulher nas arquibancadas do estádio de Yamoussoukro, Costa do Marfim, durante os jogos dos quartos de final, entre Cabo Verde e África do Sul, onde se disputava uma vaga para as meias-finais do Campeonato Africano das Nações (CAN), no passado dia 03 de fevereiro. Os Bafana Bafana venceram os Tubarões Azuis por 2-1, nos penaltis.    

A mulher, caracterizada de “forma única”, com pinturas faciais, um vestido esvoaçante, e um chapéu escrito “Mama Joy” (todos nas cores da bandeira da África do Sul), chamou a atenção, durante os momentos de tensão no jogo, onde os torcedores de ambas as seleções manifestavam a sua ansiedade pelos resultados daquela disputa “serrada”.

Engana-se quem pensa que a senhora era apenas “uma simples torcedora”, para os sul-africanos, Joy é uma espécie de “amuleto da sorte”.

Nascida em dezembro de 1973, em Malamulela, Limpopo (província da África do Sul), atualmente Joy Chauke carrega um histórico com mais de 30 anos de estrada como fã de desporto e apoiante das seleções de diferentes modalidades do seu país.

Segundo o site do canal televisivo de desporto na África do Sul, SABC Sport, Mama Joy já marcou presença em três Mundias realizados em quatro países diferentes, até o ano de 2023. Sendo eles, o Mundial de 2022 no Qatar, a Copa Mundial Feminina, em 2023 na Austrália e na Nova Zelândia e por último, a Copa do Mundo de Rugby, em 2023, na França. 

Conforme o site, Mama Joy tornou-se “uma das vozes proeminentes para as mulheres no desporto”, tanto que em 2023 foi coroada como “Fã de Desporto do Ano”, nos Prémios Momentum GSports, que segundo o mesmo site, trata-se de uma “cerimónia em que celebra as mulheres que deixaram a sua marca no desporto sul-africano e internacional, homenageando-as pelas suas realizações num panorama dominado por homens.”

Em 2022, a FIFA escolheu Mama Joy como uma das embaixadoras dos fãs do Mundial no Qatar, onde esteve a representar o continente africano. Embora a África Sul não conseguiu qualificar-se para o campeonato, Joy marcou presença e fez questão de levantar a bandeira do seu país.

Por outro lado, durante a disputa do jogo para as meias-finais do CAN 23, entre Cabo Verde e África do Sul, realizado na semana passada,com o guarda-redes sul-africano Ronwen Williams a defender quatro penaltis, levou alguns adeptos a crer que as preces de Mama Joy ecoaram mais forte do que a torcida dos Tubarões Azuis. 

Depois da disputa e entre os lamentos da torcida da seleção cabo-verdiana face à derrota, fez-se notar que a sul-africana não escapou aos olhos dos adeptos nacionais. 

Entre os adeptos da África do Sul, também fez-se notar a presença das adeptas cabo-verdianas, nas arquibancadas. No site da plataforma de notícias independente, The South Africa, falou-se da admiração dos sul-africanos para com a torcida cabo-verdiana, alguns até chegaram a considerar as adeptas cabo-verdianas como “as mais bonitas de África”.

Já na tentativa de passagem dos Bafana Bafana para a final, a torcida de Mama Joy, não ajudou muito os sul-africanos na disputa frente à Nigéria, nos jogos das meias-finais. 

Perante a derrota de 4 bolas a 2, também nos penaltis, a seleção sul-africana teve de fazer as malas e regressar ao país de “mãos dadas” com o seu “amuleto da sorte”, Mama Joy.

O Campeonato Africano das Nações que começou a 13 de janeiro, termina neste domingo, 11, e terá como finalistas a seleção da Costa de Marfim (país anfitrião do campeonato), que começou com uma vitória de 2-0 face a Guiné-Bissau e após derrotar a República Democrática do Congo nas meias-finais por 1-0, jogará a final com a Nigéria que começou com um empate 1-1 face a Guiné-Equatorial e chegou ao final, após “despachar” a África do Sul.

Cabo Verde teve uma presença “notável” no CAN, sendo a primeira seleção a chegar aos oitavos de final sem nenhuma derrota. Os Tubarões Azuis mantiveram a consistência ao passar para os quartos de final após empatar por duas bolas com Egito, até ser eliminado pela África do Sul, de Mama Joy.


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