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Com a época festiva, a população demonstrou preocupação em relação aos preços dos produtos usados tradicionalmente nesta altura.

Na cidade da Praia, as compras para o final do ano estão “a meio gás”, tendo em conta o aumento dos preços de legumes e verduras e pela consequente quebra na procura. Algumas vendedoras do mercado do Platô e munícipes ouvidos pelo Balai Cabo Verde alertam que o aumento do preço dos produtos tem dificultado as vendas e limitado o consumo das famílias, num período tradicionalmente associado a maior movimento comercial.
Isabel Ferreira Robalo, vendedora no mercado do Plateau, diz que tanto no Natal, como neste final de Ano, “as vendas estão difíceis” e que “os preços dos produtos estão elevados”.
Questionada sobre a época festiva do ano anterior, a mesma garantiu que “foi um ano melhor, em que houve muita procura dos clientes”, salientando que os preços do ano anterior estavam mais acessíveis.
“As vendas estão escassas e os produtos estão caros. Vendemos o que dá, pois como sabemos as condições estão difíceis, há muito desemprego e tudo está caro e assim não dá para vender muito”, lamenta
Segundo a vendedora, o que mais tem saída são a batata, cebola, tomate, pimentão, legumes que não possui na sua banca já que o mais vende são feijões, como “sapatinha e congo”, mas também abóbora, que não são tão procurados nesta época festiva e são mais caros.
Por outro lado, a entrevistada diz que este ano os produtos sofreram um aumento significativo e cita o exemplo do tomate que está a mil e pimentão a 800 escudos.
Para Isabel Robalo, há dias em que vende dois a três mil escudos, mas há também dias em que só vende mil.
Ainda no mercado do Platô, a vendedora Miriam Helena, que já possui muitos anos de vendas no mercado municipal da capital, destaca que as vendas estão paradas e que quando os preços sobem fica triste porque os produtos não vendem.
“Ou seja, nós compramos, mas os clientes não compram por causa dos preços”, lamenta.
Segundo a mesma, “este ano é o primeiro Natal em que tudo mudou por causa dos preços elevados”, garantindo que desde que trabalha no mercado, nunca se deparou com este tipo de problema”.
No ano passado, a entrevistada garantiu que as coisas estavam melhores e que muitos dos produtos como a alface venderam bastante bem, tendo muita procura.
Lembra que no ano passado o tomate estava a 500 escudos e “as pessoas compravam com mais frequência.”
Por outro lado, a praiense diz que os produtos sofreram um aumento, mas que os legumes e verduras estão mais escassos e que cada agricultor vende conforme a quantidade de produtos que possui.
Já o peixeiro Ailton Tavares, que também vende no mercado, diz que para esta época festiva tem estado a ter muitos clientes, precisamente para as pessoas que não consomem carne. Destaca que tanto no Natal quanto no Ano Novo, “houve muita procura”.
Segundo o mesmo, entre os produtos mais procurados nesta época destacam-se peixes como “bonita, salomão, bidion, dobrada, serra, txitxaru, cavala e atum”.
“O atum e a serra variam entre 900 a 1000 escudos, enquanto que o salomão, esmoregal, badejo, bonita, fatxu variam entre 450 a 500 escudos e a garoupa varia a 700 escudos um kilo”, afirma, destacando que houve um aumento no preço do atum, que há alguns meses estava por 600 a 700 escudos.
Abordada pelo Balai, a jovem Wilza Silva diz que os preparativos para este final de ano estão fracos, garantindo que no ano passado também foi assim e que para esta época festiva gastou dentro do limite.
Segundo a entrevistada, o Natal foi triste’’por causa da perda do pai e pela ausência do filho.”
A mesma explica que os produtos que deu mais prioridade foram as compras do final do mês. “Os produtos que dei mais destaque para o final de ano foram arroz e frango, enquanto que no Natal foram batata, cebola e tomate”, adianta.
Questionada sobre se os preços, a munícipe diz que sofreram alterações, afirmando que “1 kg de batata está no valor de 160 escudos, cebola a 200 escudos, sendo que antes um saco de cebola estava a 50 escudos.”
Ariana Horta, residente em Assomada, relatou que para este final de ano focou-se em comprar géneros alimentícios como arroz, óleo, peixe, legumes, carne, como faz todos os finais de meses.
A entrevistada diz que em comparação ao ano passado, o Natal e o final de ano estão a ser passados de forma semelhante, constando que no ‘’ano anterior teve um familiar doente e que este ano perdeu de um familiar’’ por isso não possui euforia para celebrar a virada do ano.
Por fim, a mesma explica que os preços dos tomates, ovos e pimentão sofreram aumento na cidade da Praia, destacando que em Assomada, um ovo está a 25 escudos enquanto que na Praia está por 40 escudos.
Já a munícipe Maria Semedo relata que os produtos a que deu prioridade este ano foram batata, cebola, bacalhau, mesmo com os preços exagerados, e lamentou a escassez de alguns géneros alimentícios no mercado.
A munícipe constatou que no Natal alguns produtos estavam com preços elevados, como o tomate que até ainda não sofreu uma descida nos preços, mas que comprou um pouco de cada e que este ano gastou mais por causa dos preços altos.
“Os preços estão muito elevados. Houve um aumento exagerado”, afirmou, mas que desceram ligeiramente esta semana, garantindo que comprou 1kg de batata a 110 escudos, enquanto que no Natal estava por 300 escudos, e o 1 kilo de tomate, que estava a mil escudos, no final de ano está por 700 escudos.
Carla Pina, funcionária da loja “Modelo”, diz que descreve este Final de Ano como “normal” retratando que os cabo-verdianos gostam de vestirem-se bem e logo recorrem às lojas chinesas para comprarem “roupa, sapatos e presentes.”
Segundo a mesma, tem estado a ter pouca procura do público e garantiu que o Natal foi melhor.

“Na semana do Natal, o que mais vendemos foram presentes como brinquedos, artigos para famílias e crianças mais do que roupa e sapatos, enquanto que para o final de ano as roupas são mais procuradas do que presentes.”
Em relação aos clientes, a mesma diz que as pessoas têm estado a entrar muito na loja, mas nem todas compram algo.
Já Maria Barreto afirma que os preparativos para o Reveillon têm decorrido normalmente, garantindo que está a comprar o que é essencial e que neste momento está à procura de alguns presentes para os familiares.
Em relação aos preços, a mesma diz que os preços estão razoáveis, garantindo que os trajes femininos estão entre 1500 a mil escudos.
Para Jessica dos Santos, o foco para o dia 31 de dezembro é encontrar um vestido branco, ressaltando que gosta de seguir a tradição e vestir-se de branco para a passagem de ano, destacando também que a filha e o marido já garantiram o traje para o dia.
A cidadã avalia que as lojas têm tido variedade de produtos e alguns preços estão acessíveis.
Para finalizar, a entrevistada deixou uma mensagem à população em geral, para que as pessoas possam se divertir neste dia.
Nádia Pires/Jornalista Estagiária







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