Addo: “É difícil África ir longe em Mundiais com apenas cinco vagas”

O selecionador do Gana diz que África precisa de mais lugares em fases finais do Mundial. “Fica difícil ir longe com apenas cinco países, quando outros têm até 13”, disse um dos cinco treinadores africanos no Catar.

O selecionador do Gana, Otto Addo, disse este domingo (27.11) que com apenas cinco lugares para o continente africano, será sempre muito difícil para África chegar ter um representante nas meias finais de um Mundial.

Addo, que falava na antevisão do jogo do Grupo H da sua equipa contra a Coreia do Sul, disse que a África, com 55 países, “merecia mais vagas”.

Nenhum países africano chegou a atingir às meias finais de um Mundial.

“Nunca houve um ponto em que todos tivessem uma oportunidade igual no início. Nunca na história da FIFA”, disse Addo em Doha.

A conferência serviu, no entanto, para o treinador perguntar a razão pela qual a FIFA só atribui cinco vagas para o Mundial às seleções daquele continente, lembrando que são 55 países que merecem mais lugares.

“É muito, muito difícil ir longe se tiveres apenas cinco vagas. Se tiveres 12 ou 14 lugares – como a Europa – a probabilidade de uma equipa chegar mais longe é muito, muito maior”.

África nas meias finais?

13 das 32 nações presentes no Qatar vêm da Europa. A Ásia tem seis representantes, sendo que a América do Sul e a região da CONCACAF enviam quatro cada uma.

Nenhuma das cinco equipas africanas que participaram há quatro anos na Rússia conseguiu passar à fase de grupos.

“Toda a gente ainda tem hipóteses, algumas mais, outras menos, mas espero e rezo para que pelo menos uma ou duas equipas (africanas) possam avançar para a fase seguinte”, disse Addo, que jogou pelo Gana no Campeonato do Mundo em 2006.

Gana defronta a Coreia do Sul no seu segundo jogo na segunda-feira (28.11), depois de perder o seu jogo de abertura por 3-2 para Portugal.

Addo, que jogou pelo Gana, é um dos cinco treinadores africanos que lideram

as cinco seleções africanas no Campeonato do Mundo no Catar. Junta-se à equipa camaronesa Rigobert Song, Aliou Cisse do Senegal, Walid Regragui de Marrocos e

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