Espanha junta-se ao processo sul-africano contra Israel

“O nosso objetivo é duplo: O regresso da paz a Gaza e ao Médio Oriente e o compromisso com o direito internacional”, afirmou o chefe da diplomacia espanhola, José Manuel Albares.

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, anunciou que o seu país se vai juntar à África do Sul no processo contra Israel interposto no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), por causa da sua operação em Gaza, na Palestina.

“O nosso único objetivo é pôr fim à guerra e começar finalmente a avançar na implementação da solução de dois Estados”, declarou o chefe da diplomacia espanhola numa conferência de imprensa em Madrid, uma semana depois de a Espanha ter reconhecido o Estado palestiniano.

Albares explicou que a Espanha está a tomar esta decisão tendo em conta a continuação da operação militar israelita em Gaza e a “enorme preocupação” causada pela extensão regional do conflito.

A Espanha junta-se assim ao México, à Colômbia, à Nicarágua e à Líbia no apoio à acusação de genocídio apresentada pela África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça de Haia.

Madrid insiste na paz

O ministro espanhol disse tratar-se de “um passo” que Espanha tem vindo “a considerar há muitas semanas”, a par com a iniciativa de outros países.

“O nosso objetivo é duplo: O regresso da paz a Gaza e ao Médio Oriente e o compromisso com o direito internacional”, sublinhou José Manuel Albares.

O grupo islamita palestiniano Hamas elogiou a decisão de Espanha: “Consideramos que este passo, que junta muitos outros países no processo, fortalece a justiça internacional quando se trata de processar a entidade ocupante, que comete os mais horríveis crimes de genocídio e contra a humanidade”, escreveu o Hamas em comunicado.

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