França propõe sanções europeias contra junta militar do Mali

Chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, defende sanções em linha com as adotadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

“Vamos propor apoiar as decisões” anunciadas no domingo (09.01) pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), disse Jean-Yves Le Drian numa entrevista à agência France-Presse.

A França ocupa atualmente a presidência da União Europeia.

Segundo Le Drian, “a hipótese mais provável é que [a proposta francesa] seja aprovada” durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia agendada para hoje, em Brest (noroeste de França).

A CEDEAO decretou no domingo o encerramento das fronteiras com o Mali e um embargo comercial e financeiro. A organização regional critica o plano da junta militar de continuar a liderar o país durante pelo menos cinco anos, em vez de organizar eleições em fevereiro, como prometera.

Na terça-feira, a junta militar pediu aos malianos que se manifestassem amanhã contra essas sanções, assumindo-se aberta ao diálogo.

“A situação no Mali e no Sahel é um assunto africano e europeu, não se trata de uma questão franco-maliana”, disse Le Drian, referindo-se à participação de 10 países europeus no contingente de forças especiais Takuba destacadas no Mali por iniciativa da França.

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