Xi Jinping recebe Vladimir Putin em Pequim com honras militares

O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu o seu homólogo russo no Grande Palácio do Povo, em Pequim. Vladimir Putin iniciou hoje uma visita de dois dias ao país, que se tornou um dos seus principais apoiantes económicos.

Vladimir Putin foi recebido junto à Praça Tiananmen com guarda de honra, salvas de canhão e o hino dos dois países tocado por uma banda militar. Os dois líderes passaram em revista a guarda de honra antes de iniciarem o encontro à porta fechada, segundo imagens transmitidas em direto pela televisão estatal chinesa CGTN.

A viagem, que decorre até sexta-feira (17.05), ocorre após a tomada de posse de Vladimir Putin para um quinto mandato e a recente viagem de Xi Jinping à Europa, onde o líder chinês foi pressionado a persuadir o homólogo russo a pôr fim à ofensiva na Ucrânia.

Esta é a segunda visita à China de Putin em menos de um ano, após a sua viagem em outubro de 2023, na qual participou no III Fórum das Novas Rotas da Seda, que alguns analistas acreditam que ajudará a indústria militar ucraniana a desenvolver a sua própria capacidade de produção militar.

“Alinhamento entre os dois países”

A visita surge um dia depois de o eecretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, ter anunciado, em Kiev, um montante adicional de 2 mil milhões de dólares (1,83 mil milhões de euros) para ajudar a Ucrânia a adquirir armamento dos Estados Unidos e de outros países e a aumentar a capacidade de produção da sua própria indústria militar.

Para o líder chinês, a visita será uma oportunidade de mostrar que a afinidade com Putin não comprometeu a sua capacidade de manter relações com o Ocidente, especialmente depois de Washington ter pedido a Pequim que não fornecesse componentes que pudessem ser utilizados na guerra.

A China não condenou a invasão e negou ter laços militares com a Rússia, mas apelou à realização de uma conferência “reconhecida por todas as partes” para retomar as negociações de paz.

O comércio entre China e Rússia registou, em 2023, um crescimento homólogo de 26,3%, para 240 mil milhões de dólares (223 mil milhões de euros). Pequim tornou-se o maior mercado para o petróleo e gás russos e uma importante fonte de importações, incluindo bens de dupla utilização civil e militar, que mantêm a máquina militar russa operacional.

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