Banco Europeu de Investimentos acredita que parque tecnológico dará um impulso à economia cabo-verdiana

O vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos considerou hoje, na Praia, que o parque tecnológico revela a ambição de Cabo Verde e a forma como as conexões digitais e a digitalização podem dar um impulso à economia cabo-verdiana.

Ricardo Mourinho Félix teceu estas considerações no final da sua visita ao Núcleo Operacional da Sociedade de Informação (NOSI) em Achada Grande, onde esteve acompanhado do vice-primeiro-ministro, ministro das Finanças e do Fomento Empresarial e ministro da Economia, Olavo Correia, e da directora-geral das parcerias internacionais da Comissão Europeia, Myrian Ferran.

Nesta sua primeira visita a Cabo Verde no cargo que ocupa no Banco Europeu de Investimento, Ricardo Mourinho Félix, que também visitara as instalações da Cabo Eólica, ressaltou o “papel muito importante das energias renováveis” e afirmou que o parque tecnológico da Praia simboliza “um bom exemplo daquilo que é o investimento”.

“Agora há que rentabilizá-lo para criar emprego, para criar valores, para que a economia cabo-verdiana possa continuar a beneficiar daquilo que é a estabilidade política única na África Ocidental”, realçou Mourinho Félix, nesta opinião corroborada por Olavo Correia, para quem apesar do atraso derivado da pandemia da covid-19, o parque tecnológico vai estar em funcionamento ainda este ano.

“Estamos no bom caminho. Estamos a mobilizar os valores adicionais para terminar este projecto que é importante e que vai permitir criar aqui um eco-sistema para promover a inovação tecnológica, para conectar Cabo Verde com o mundo e para dar oportunidade aos jovens cabo-verdianos, que são hoje mais qualificados e querem nesta área das tecnologias servir Cabo Verde e o mundo” realçou Olavo Correia.

Colocar o digital ao serviço da agricultura, do turismo, da indústria, da saúde e do sistema financeiro foi apontado pelo governante como oportunidade para criação de oportunidades para os jovens cabo-verdianos, já que se pretende montar um sistema para que a juventude possa ter as melhores condições em qualquer parte do mundo, para que possam criar valores.

Com um investimento já feito na ordem dos 50 milhões de euros, de acordo com o vice-primeiro-ministro, o parque tecnológico “vai ser algo extremamente importante para Cabo Verde, algo de modernidade, de inovação e de ambição de Cabo Verde”, virado para uma grande aposta para a juventude cabo-verdiana.

Já a directora-geral das parcerias internacionais da Comissão Europeia, Myrian Ferran, manifestou a sua opinião “extremamente positiva” desta visita, alegando ter ficado “impressionada” com o nível de inovação e da ambição de Cabo Verde na criação desta infra-estrutura, por entender que está completamente acordado com as orientações da União Europeia nesta transição para a ecologia e digital.
Ferran sublinhou que a infra-estrutura terá um impacto enorme na criação de emprego para os jovens, pelo que disse acreditar que a obra terá um papel determinante, enquanto um centro de formação às novas tecnologias.

Inforpress

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