Cabo Verde precisa investir 700 milhões de euros para atingir níveis de serviços de água dos países da OCDE – governante

Cabo Verde precisa investir 700 milhões de euros para atingir níveis de desenvolvimento de serviços de água e saneamento comparáveis com os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

A OCDE é uma organização económica intergovernamental com 38 países membros fundada em 1961 para estimular o progresso económico e o comércio mundial.

A informação foi avançada hoje, na Cidade da Praia, pelo secretário de Estado da Economia Agrária, Miguel da Moura, na abertura do workshop de sensibilização, prevenção, fiscalização e repressão do furto e fraude de água, que decorre na Cidade da Praia, realizado pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME).

“Isto quer dizer 35 milhões de euros por ano, durante 20 anos”, precisou Miguel da Moura, esclarecendo que este investimento é no sentido de estar consequentes com a próxima geração a nível do saneamento e da conservação da água.

Neste sentido, considerou que no processo de combate ao furto, fraude e perda de água, para além da pedagogia e repressão é preciso fazer chegar os serviços às pessoas.

“Neste momento 100 por cento (%) da população tem água segura, cerca de 88% através da rede, ou seja, estamos a caminhar para  níveis de serviços altamente avançados,” frisou o governante.

O workshop realizado pela ARME tem como objetivo identificar os mecanismos de tutela penal necessários para responsabilizar aqueles que praticam atos de furto e fraude de água e desencorajá-los a tais práticas.

O encontro conta com a intervenção da empresa AdS, da Procuradoria-Geral da República e no final será elaborado um documento com as propostas e recomendações a entidades gestoras para uma atuação mais célere e eficaz no combate ao furto e fraude de água.

Inforpress

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