Descendente de cabo-verdianos nos EUA distinguida pelo trabalho desenvolvido na área da saúde

Elizabeth Moreira nasceu nos EUA e hoje tem 32 anos de idade. Esta filha de cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos da América (EUA) tem sido alvo de destaque em diversos sectores devido ao trabalho que tem desenvolvido na área da saúde.

Em entrevista à Inforpress, Elizabeth Moreira disse que desde os cinco anos de idade visita Cabo Verde, principalmente nas férias e ainda na época escolar, altura em que começou a deparar e a ver as dificuldades que as pessoas cabo-verdianas enfrentam no País.

Realçou que desde muito cedo alimentou o sonho de ajudar a melhorar as condições de saúde no País e principalmente nas ilhas que mais precisam e anunciou que, para isso, integrou junto da sua família no Project Health CV que tem apoiado o País em várias áreas da saúde com as suas missões médicas e envio de materiais/equipamentos hospitalares.

Mas as distinções enquadram-se também dentro da sua área de formação, Saúde Pública e Administração da Saúde e do trabalho que vem desempenhando junto da comunidade cabo-verdiana emigrada.

Uma das distinções, explicou que foi nomeada personalidade do ano na “Pawtucket Hall of Fame”, uma gala que será realizada no próximo dia 04 de Novembro, nomeação esta que surgiu do trabalho que fez no período da pandemia da covid-19 junto da comunidade cabo-verdiana em Pawtucket ao dar um “combate cerrado” à pandemia que na altura estava a alastrar no seio dos cabo-verdianos.

Esta distinção segundo a mesma “representa muito” não somente para a própria e familiares, mas para toda a comunidade cabo-verdiana residente nos EUA.

Mas, a jovem de 32 anos também foi distinguida na Fundação Rhode Island como “top leader” e vai trabalhar para a melhoria das acções sociais e serviços de saúde neste Estado durante um ano, onde vão fazer um plano estratégico para ver como apoiar as pessoas com poucas condições e trabalhá-las de forma a melhorarem as suas qualidades de vida.

Igualmente, a jovem integra um grupo para trabalhar nas questões ligadas ao uso de drogas e overdose em Rhode Island, que, conforme explicou, é uma preocupação a nível mundial, mas neste Estado, o grupo vai trabalhar na questão da sensibilização da comunidade, alertando pelas questões de saúde mental e das consequências do uso das drogas.

“O uso de drogas afeta e prejudica a sociedade, daí é necessário quebrar o silêncio existente sobre a matéria e ver como melhorar a vida dos outros através de histórias, pois uma história de uma pessoa pode melhorar a vida de outra”, sublinhou a mesma fonte, reforçando que neste momento existem várias drogas falsas que estão a prejudicar ainda mais a saúde das pessoas.

Neste quesito, destacou que o intuito é “tentar educar as comunidades para melhorarem a qualidade de vida em todos os sectores, iniciando-se pela saúde mental”, pois diz acreditar que focando na saúde mental e no seguimento é possível diminuir o consumo das drogas e, consequentemente, a melhoria das condições de vida.

A homenageada destacou ainda que as suas intervenções nos mais diferentes sectores da saúde têm sido sempre juntamente da comunidade cabo-verdiana e, neste momento, está a trabalhar em campanhas de prevenção, pedindo aos cabo-verdianos para se prevenirem, fazerem consultas de rotinas anualmente para saber o estado de saúde.

Inforpress

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