Embaixadora da Guiné-Bissau em Cabo Verde esperançosa na resolução do “mal-estar” entre instituições do Estado e PAIGC

A embaixadora da Guiné-Bissau em Cabo Verde, Basiliana Tavares, negou hoje que haja uma crise política no seu país e mostrou-se esperançosa na resolução do “mal-estar” que opõe as instituições do Estado ao PAIGC.

Basiliana Tavares, que falava aos jornalistas à saída de uma visita de cortesia ao Presidente da República, José Maria Neves, quando foi instada sobre a suspensão do congresso do maior partido da oposição na Guiné- Bissau, disse que as informações que dispõe apontam pela existência de um “contencioso” e não de uma crise política.

“Segundo as informações que tivemos há um contencioso no tribunal e, portanto, é preciso ter paciência, aguardar os resultados desse contencioso. Agora, tendo esse contencioso que não chegou ao fim talvez tenha sido o que criou o mal-estar entre as instituições do Estado e o PAICG. Estamos esperançados que conseguirão alcançar o consenso para o que o congresso do PAIGC se torne realidade”, disse a diplomata.

O congresso do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) estava previsto para arrancar no dia 19 de Março, mas ficou suspenso devido a um mandado judicial.

Segundo informações veiculadas na imprensa, a polícia invadiu a sede daquele partido, disparou granadas de gás lacrimogéneo e obrigou os militantes a abandonarem a reunião do Comité Central que preparava a abertura do congresso.

Quase uma semana depois de ocuparem a sede do PAIGC, para impedir a realização do décimo congresso desta formação política, as forças de segurança da Guiné-Bissau abandonaram esta segunda-feira (28.03) o local.

A polícia, de acordo com a RTP, disse que impediu a realização do congresso do partido por causa de um mandado judicial, emitido na sequência de uma providência cautelar interposta por um militante em desavença com o PAIGC.

De acordo com o secretário para a comunicação e informação do maior partido da oposição guineense, Muniro Conté, citado pela RTP, esta acção demonstra uma interferência do Estado na vida política do PAIGC, para evitar que Domingos Simões Pereira seja chancelado no congresso como líder do partido e impedir o próprio PAIGC de participar nas próximas eleições legislativas.

Inforpress

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