Estudo indica que estudantes universitários e empregadas domésticas são as que mais sofrem assédio ou violência sexual

Um estudo sobre assédio ou violência sexual, divulgado hoje, na cidade da Praia, revela que 31,4 por cento (%) dos entrevistados admitiram ter recebido propostas de relações sexuais em troca de benefícios, pelo menos uma vez.

Desses, 37,6% das mulheres e 25,3% dos homens já passaram por isso.

As mulheres, segundo o estudo sobre assédio, violência sexual e sobre empoderamento económico das mulheres realizado nas ilhas de Santiago, Fogo e São Vicente, são as principais vítimas embora um número razoável se assuma também agressora, mas em menores proporções que os homens.

O documento demonstra também que as reacções face ao assédio ou violência sexual, segundo os entrevistados, foi mudança de emprego 21,2% (24,1% mulheres e 13,5% homens), mudança de residência 15,7%, sendo 17% mulheres e 11,5% homens e afastamento dos familiares 16,2%.

Neste processo, 29,8% dos inquiridos admite ter procurado informações legais sobre o tema, enquanto que 10,6% revelaram ter procurado assistência técnica e jurídica.

O estudo, encomendado pela OMCV e realizado pelo Centro de Investigação em Género e Família da UNICV-CIGEF, evidencia um “elevado desconhecimento” do conceito de assédio/violência sexual e da lei sobre a matéria o que inibe a denúncia por parte das pessoas assediadas.

Face a este desconhecimento, as recomendações vão no sentido de se criar, urgentemente, mecanismos e recursos pedagógicos que permitam o aumento da literacia nas matérias de violência e assédio, considerando que se em muitos casos há dificuldade em saber identificar uma prática como assédio ou violência tal se deve, também, ao facto de não se possuir conhecimentos mínimos sobre o assunto.

É de referir que o estudo apresentado tem como objectivo, alargar o pensamento às campanhas nacionais, o reconhecimento da necessidade de abordar o perigo que as mulheres e meninas enfrentam com várias formas de violência baseada no género, identificar lacunas nos esforços até o momento para promover os direitos das mulheres assim como expandir as oportunidades económicas para as mulheres, fornecendo recomendações de políticas para abrir mais oportunidades económicas.

Inforpress

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