Expo Dubai: Artistas plásticos cabo-verdianos sentem-se discriminados, diz Tutu Sousa

Os artistas plásticos sentem-se “discriminados” perante “a dualidade de critérios” na escolha da arte cabo-verdiana para a “Expo Dubai”. Quem o diz é o artista plástico cabo-verdiano Tutu Sousa.

Esta contestação foi avançada à Inforpress por Tutu Sousa que baseia a indignação da classe de artistas plásticos pela forma como foram convidados a participar através de uma carta convite, em que eram obrigados a custear todas as despesas desde as passagens de ida e volta, alimentação, alojamento, seguro das obras e transportes internos.

“Afinal, ficamos a saber que toda a deslocação era financiada pela organização do evento em Dubai. Então nós ficamos indignados, porque a classe da música participou com tudo pago, como disseram, e nós, artistas plásticos, para participar tínhamos de pagar. A nossa indignação não tem que ver com a participação dos músicos, mas pela forma como fomos tratados”, explicitou.

É que, de acordo com Sousa, os artistas plásticos consideram que houve “falcatrua”, quando, a seu ver, pela importância e impacto da Expo Dubai a nível mundial, Cabo Verde teria de estar representado com o verdadeiro catálogo da sua cultura que envolvia a música, a dança, a pintura, a cerâmica, o artesanato, o batuco, o funaná, o canizade, o São João, o carnaval, a tabanca de entre outras variedades.

A arte plástica de Cabo Verde, advogou, esteve representada em Dubai por “uma espécie de expediente tratado em cima da hora, com obras de um artista já falecido que, provavelmente, se estivesse vivo não participava neste evento e tudo isto deixou a classe indignada”.

A comissária-geral de Cabo Verde na Expo Dubai, Ana Lima Bárber, garantira à TCV no Dubai, que todas as deslocações, a nível do VIP, Governo e artistas, bem como o alojamento foram todas pagas pela organização da Expo e que Cabo Verde só suportou pequenos custos.

Já o chefe do Governo, ao fazer o balanço da participação de Cabo Verde na Expo Dubai, fez uma avaliação “positiva”, alegando que o país está a plantar para colher, que precisa de palcos internacionais para se mostrar, ter notoriedade, atrair investimentos e turismo.

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