Expo Dubai: Ministro diz entender a “onda de vontade” dos artistas em participar em eventos internacionais

O ministro da Cultura afirmou hoje que as críticas dos artistas nas redes sociais sobre a selecção e o financiamento de músicos participantes na Expo Dubai revela a vontade das pessoas de fazer parte da comitiva cabo-verdiana.

Abraão Vicente reagia, a pedido dos jornalistas, à onda de críticas e descontentamento de cabo-verdianos, nomeadamente do artista plástico Tutu Sousa, que fez circular nas redes sociais um convite de participação em que teria de suportar ele próprio todos os custos da viagem.

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas explicou, a este propósito, que todos os países escolheram um comissário nacional que foi a pessoa responsável pela gestão da agenda do pavilhão e da sua própria construção.

Os cabo-verdianos contestam também o número de participantes da Expo Dubai, no momento da pandemia, em que se devia diminuir gastos, tendo o governante explicado que a participação de músicos foi financiada através da mobilização de recursos que Cabo Verde conseguiu fazer para custear a viagem dos mesmos.

“A participação na Expo Dubai foi feita através de uma comitiva relevante de músicos e artistas com renome internacional que deram visibilidade à agenda internacional. É normal que os artistas queiram participar e, de certa forma, eu, pessoalmente, fico muito feliz que haja esta onda de vontade de participação, porque não é mais do que isso, é a vontade das pessoas, dos artistas, terem feito parte da comitiva de Cabo Verde em Dubai”, esclareceu.

Entretanto, o ministro afirmou que o mundo não acaba com a exposição do Dubai e espera poder convidar muitos dos que hoje manifestam a sua opinião, de “forma livre e democrática”, em outros eventos internacionais.

“Como se pode ver, a carta foi dirigida pela comissária ao artista Tutu Sousa, isto no pressuposto de que Cabo Verde escolheu como a bandeira e o foco principal da sua programação, a programação musical, portanto os recursos, mobilizados através da cooperação com os Emirados Árabes, foram canalizados para que Cabo Verde tivesse uma participação pujante e demonstrativa da força cultural cabo-verdiana através da música”, sustentou.

Abraão Vicente reiterou que ficou muito contente com a participação de Cabo Verde no Dubai na parte artística, apesar de ruídos nas redes sociais.

“Nós acreditamos que a música acaba por ser a maior chamariz que qualquer outra das práticas e o pressuposto foi, penso eu, dado que não sou comissário nacional, de que qualquer outra participação de outros sectores a organização arcaria com o transporte das obras, mas a presença física dos autores das artes plásticas, do teatro, dos outros sectores teria que ser custo”, frisou.

Para o governante, a organização escolheu não arcar com os custos de participação de artistas plásticos, neste caso, justificando que os músicos tinham que estar presentes, as obras podiam estar presentes, no entanto, sem a presença física do autor.

Nelson Freitas, Elida Almeida, Fatu Djakité, Djodje, Dynamo, Neuza de Pina, Cremilda Medina, Ferro Gaita, Sónia Lopes, Jennifer Solidad e Khaly Angel são alguns dos artistas nacionais que participaram na Expo Dubai 2020.

A comitiva cabo-verdiana foi liderada pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e teve uma agenda voltada para as celebrações do Dia Nacional de Cabo Verde na Expo 2020’Dubai, que se celebrou a 03 de Fevereiro. No dia 04, o chefe do Governo presidiu o Cabo Verde Investment Forum (CVIF – Expo Dubai 2020), no Habtoor Grand Resort.

O fórum teve como principal objectivo a partilha de informações referentes às estratégias de desenvolvimento do Governo, a apresentação do ambiente de negócios, de oportunidades de negócio e de perspectivas pós-covid-19, visando mobilizar recursos para a implementação de projectos e encorajar o estabelecimento de parcerias.

Inforpress

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