FCF encerra primeiro Curso de Treinadores de Futebol com a promessa de redobrar aposta em formação

A Federação Cabo-verdiana de Futebol encerrou na tarde de ontem, dia 19, na sua sede o “I Curso de Treinadores de Futebol”, orientado pelo especialista português Ricardo Leite, com a promessa de continuar a apostar em formações diversas para que haja retorno.

A acção de formação, teórica e prática, da Cidade da Praia capacitou os treinadores de futebol das regiões desportivas de Santiago Sul, Boa Vista, Maio, Santiago Norte, Fogo e Brava e deu seguimento a um similar realizado, também com a duração de três dias em São Vicente para os técnicos da Região Norte do País.

Antigos internacionais de Cabo Verde e não só foram os destinatários directos desta formação que para o vice-presidente da FCF, vai contribuir para colmatar “a grande deficiência no plano de formação no País”, já que não tem havido muita formação em termos de especialização, concretamente aos treinadores de guarda-redes.

“A Federação Cabo-verdiana de Futebol quer colmatar este desafio, mas não basta apenas formar. É preciso que haja um plano de seguimento e avaliação para que possamos, de facto, avançar”, ressalvou Carvalho, convicto de que novas formações e reciclagens serão realizadas, visando uma aposta na qualidade, a todos os níveis.

Consciente de que a formação garante o desempenho para se alcançar patamares mais elevados, mais e melhores qualidades, Inácio Carvalho disse ser preciso um investimento sério na qualidade e ambição daqueles que diariamente trabalham com os guardiões.

O desempenho e o interesse dos participantes, tanto na formação de São Vicente como na da Cidade da Praia mereceram avaliação positiva do experiente técnico lusitano, Ricardo Leite, que lançou um repto à FCF no sentido da criação de um departamento específico de guarda-redes de futebol com critérios bem definidos.

“Ao haver a criação de um departamento existe uma estruturação do que é o treino dos guarda-redes, uma metodologia para os treinos, a criação de um perfil de trabalho para o guarda-redes cabo-verdiano. Isto são coisas que demoram muitos anos e que a médio e longo prazo terão os seus efeitos”, realçou.

Exemplificou que Portugal, doravante, está a colher frutos pelos departamentos criados há 10/12 anos, já que é bem notória a alta qualidade dos jovens guardiões que despontam para a ribalta da competição.

“Faço uma avaliação, em primeiro lugar do curso, muito positiva. Quer em São Vicente, quer aqui na Praia foram dois grupos bastante interessados, dois grupos que quiseram aprender bastante, com disciplina e humildade. A partilha diária foi muito boa. Sinto que as pessoas saíram mais bem preparadas, principalmente com ideias novas”, explicou.

Concretizado este projecto, Ricardo Leite disse ter a sensação de ter a “missão cumprida”, pelo que fez questão de agradecer à FCF pela confiança na sua pessoa.

Já em representação do grupo dos formados, Maximilian Stipanov, antigo guarda-redes de países do Leste da Europa, enalteceu a qualidade do curso, por entender que veio complementar um trabalho de base, alegando que foi uma oportunidade para todos adquirirem a bagagem para gerações vindouras.

Habituados a organizar acções de formações em Cabo Verde como técnico do desporto, Stipanov destacou, igualmente, a participação, o interesse e o altíssimo nível demonstrado pelos participantes, a ponto de afirmar que o interesse dos participantes nesta acção de capacitação superam as demais realizadas.

Inforpress

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