Governo defende criação de uma indústria audiovisual “competitiva e de qualidade” em Cabo Verde

O ministro da Economia Digital, Olavo Correia, defendeu ontem, dia 17, na Cidade da Praia, a criação de uma indústria audiovisual “competitiva e de qualidade” em Cabo Verde, com vista a servir o mercado interno, diáspora, bem como internacional.

O também vice-primeiro-ministro fez estas afirmações durante a sua intervenção, numa mesa redonda com os intervenientes do sector da televisão e audiovisual, sobre os temas “Quadro legal (legislação), serviço público e financiamento do sector”.

Para Olavo Correia, deve ser criada uma comunidade engajada em fazer de Cabo Verde um espaço onde audiovisual tem latitude, potencial para crescer e desenvolver e dar um “grande contributo” à economia nacional”.

Para tal, o governante apontou que ambição é a criação de uma indústria audiovisual “competitiva e de qualidade” em Cabo Verde que possa servir o mercado interno, mas também o vasto mercado da diáspora, bem como o mercado internacional.

” E vamos trabalhar neste sentido e por isso a ideia que lanço aqui é que nós criemos uma comunidade que pensa, que dialogue e que discuta todas as questões permanentemente (…)”, garantiu.

Entretanto, segundo Olavo Correia, a materialização desta indústria não passa só pela criação de uma quadro legal, mas é preciso mais plataformas tecnológicas e que todos os actores, Estado, através da entidade de regulação também, o Governo que legisla, as instituições públicas e privadas, recursos humanos qualificados, estejam todos alinhados e disponíveis para fazer acontecer.

“Só faz sentido termos uma entidade de regulação, se tivemos entidades operadoras, empresas a operar, pelo que o foco do Governo tem estado na criação de mercado e as empresas públicas e privadas tem obrigação de fomentar o mercado e promover o mercado, sobretudo de promover os talentos que estão a emergir (…), frisou.

Indicou ainda que este encontro serviu para o Governo entender melhor as perspectivas dos operadores, suas dificuldades, opiniões, propostas de soluções, tendo avançado também a importância de se criar um “corredor conjunto” para que haja melhoria no audiovisual e crescimento da indústria audiovisual no País.

Nesta linha, destacou que Cabo Verde tem potencial hoje para este efeito, através das mais variadas tecnologias de informação e comunicação.“E nós temos gentes com talento, na área da cultura, do cinema, produção de conteúdos que podem enriquecer o conteúdo televisivo cabo-verdiano e permitir também a criação de uma indústria que pode empregar muita gente e ser bem remunerada e de ponta (…)”, vincou.

O governante salientou igualmente que é necessário cumprir com o quadro legal, mas também é preciso ter pessoas que podem e querem produzir com qualidade, por isso, disse o ministro, as leis não podem ser um bloqueio, pelo que será analisado o quadro legal e criado um quadro para que se adeque ao novo contexto e a nova realidade.

Falou também da necessidade de criação de um mercado “justo e competitivo”, que incentiva qualidade, que promove a qualidade, mas ressaltou que o mercado precisa ser “bem regulado” pelas entidades reguladoras.

Reiterou, neste sentido, a obrigação do Governo em criar um estado legal e adaptá-lo permanentemente em função daquilo que é o novo contexto e as novas exigências, argumentando que só assim se poderá avançar.

O Governo mostrou-se aberto à resolução das questões colocadas pelos operadores do sector da Televisão.

“Estamos disponíveis para analisar todo um quadro de incentivos que possa ser aportado ao sector, nomeadamente aquilo que foi dito quanto aos custos do Televisão Digital Terrestre (TDT) e estamos abertos para discutir e continuar a aprimorar esta discussão com as empresas para que possamos ter mais entidades a produzir conteúdo, para as televisões que operam em Cabo Verde”.

“E para que tenhamos um mercado publicitário que incentive também as empresas do sector privado para que possam garantir a sua própria sustentabilidade”, ajuntou o ministro.

Esteve presente na mesa-redonda também o secretário do Estado Adjuntodo Primeiro-Ministro, Lourenço Lopes (enquanto tutela da comunicação social)Os operadores de televisão, TCV, TIVER, Rede Record, TVE, TVA a reguladora da comunicação social (ARC) e os produtores de conteúdos ACI, PRISMA, PraiaTV E Associação de Cinema Audiovisual.

Inforpress

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