Governo prepara lei para permitir a imprensa privada maior acesso a rendimentos através da publicidade

O Governo anunciou hoje que está a trabalhar num diploma sobre a publicidade institucional que irá contribuir para que os órgãos privados tenham maior sustentabilidade económica e financeira.

O anuncio foi hoje em declaração aos jornalistas pelo secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro,, Lourenço Lopes, durante a cerimónia do encerramento do Fórum “Uma Nova era da Televisão”.

O governante falou da sustentabilidade e do papel dos órgãos de comunicação privado, que segundo disse. tem prestado serviços de “utilidade pública de qualidade”.

“Nós já damos anualmente um apoio aos órgãos privados, cerca de quinze mil contos, à imprensa privada e às rádios comunitárias, Nós vamos analisar nos próximos tempos outros mecanismos que possam permitir que a imprensa privada tenha esse maior acesso a rendimentos, através do mercado publicitário”, disse.

Lourenço Lopes avançou ainda que recomendou ao Governo “um olhar abrangente sobre a comunicação social, uma atenção permanente”, não só sobre os órgãos públicos – RTC e Inforpress – mas também “dar uma atenção especial aos órgãos privados de comunicação social”.

“Temos já na manga, em preparação, uma lei sobre a publicidade institucional que irá contribuir, seguramente, para que os órgãos privados tenham maior acesso ao mercado publicitário. É nosso desejo contribuir também para a sustentabilidade económica e financeira dos órgãos privados de comunicação social”, sublinhou.

O secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, reforçou a preocupação em formar profissionais “jornalistas de qualidade”, combater os “Fake News”, e relembrou que recentemente foi promovida uma ação de formação com a Agência Lusa e a Inforpress, que contou com a participação dos órgãos privados.

Lourenço Lopes referiu que a maior “vacina” para o combate às notícias falsas e a desinformação !chama-se jornalismo de qualidade”.

“Nós sabemos que estes tempos são marcados por notícias falsas, por desinformação, em que precisamos cada vez mais de órgãos de comunicação que promovam o jornalismo de qualidade, baseado na objectividade, na diversidade, no pluralismo e na verdade”, descreveu.

Inforpress

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