Governo quer empoderar famílias mais pobres para dar combate ao tráfico de pessoas, Lídia Lima

O Governo garantiu ontem, dia 17, estar a ter uma intervenção muito forte nas políticas relacionadas contra o tráfico de pessoas, sobretudo a nível social, no sentido de empoderar as famílias mais pobres, face à situação de vulnerabilidade.

A secretária de Estado da Inclusão Social deu esta garantia no encerramento da reunião alargada dos membros do Observatório de Monitorização e Identificação Rápida de Situações de Tráfico de Pessoas, realizada nos últimos três dias na Cidade da Praia, onde considerou fundamental os esforços do executivo para a erradicação da pobreza extrema e a redução da pobreza absoluta.

Lídia Lima referiu que o tráfico de pessoas “muitas vezes tem fins como a exploração sexual, mas também a exploração laboral, o tráfico de drogas e outros problemas e tem vindo a afectar, no mundo inteiro, as pessoas que estão em situações ilegais de emigração e que correm o risco de serem explorados por estes traficantes criminosos”.

Lima alertou que “ter as pessoas em situação de vulnerabilidade é uma condição para expô-las em perigo de tráficos”, razão pela qual o Ministério da Família, “está a trabalhar em articulação” com os outros departamentos governamentais, para que as medidas implementadas, também pelo Ministério da Justiça, vão ao encontro das políticas sociais.

Considerou que o executivo está muito preocupado por se tratar de um problema que afecta o mundo inteiro, mormente Cabo Verde, enquanto um país vulnerável, principalmente na actual conjuntura marcada pela pandemia da covid-19, conflito entre povos e Nações, situações que contribuem para agravar os problemas a nível mundial.

Os dirigentes e técnicos das diferentes instituições, explicitou, estão sendo capacitados em políticas de sensibilização, informação e formação, no sentido de serem complementadas as políticas do Ministério da Justiça e parceiros internacionais como a União Europeia, as Nações Unidas, os EUA de entre outras cooperações.

 “O tráfico humano é um problema mundial que Cabo Verde também está a trabalhar porque sofre também com estes mesmos problemas e, portanto, temos de contar com os parceiros internacionais que nos trazem conhecimentos, ferramentas, acções de formações e outras técnicas também para especializarmos a nossa actuação”, sintetizou.

A governante enalteceu a importância do executivo actuar na prevenção, empenhadamente para manter as políticas sociais e reforçá-las, cada vez mais, já que toda esta conjuntura mundial é propícia para o surgimento do tráfico de seres humanos, quando se sabe que Cabo Verde tem um nível de pobreza bastante expressivo, com mais de 42 mil agregados familiares expostos à situações de risco.

O Observatório de Monitorização e Identificação Rápida de Situações de Tráfico de Pessoas foi criado em 2018 com a aprovação do Plano Nacional Contra o Tráfico de Pessoas, mas enfrentou desafios no seu funcionamento, tanto a nível de cooperação como da participação dos seus membros, ao longo da sua vigência.

Inforpress

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