Ministro da Cultura afirma que Cabo Verde tem que produzir mais conhecimento

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas destacou ontem, dia 5, na Praia, a necessidade de Cabo Verde produzir mais conhecimento, sublinhando a importância do país se integrar no cenário continental para acessar e proteger os direitos de propriedade intelectual.

“É essencial que, em uma economia baseada no conhecimento, Cabo Verde produza mais conhecimento. As universidades devem focar em gerar conhecimento que beneficie a economia, e as empresas precisam estar cientes da importância de patentear suas inovações”, destacou o ministro.

Abraão Vicente fez estas declarações à imprensa, no final do encontro que manteve esta tarde com o director-geral da Organização Regional Africana de Propriedade Intelectual(ARIPO), Bemanya Twebaze, que serviu para reafirmar a credibilidade que Cabo Verde tem conquistado nos últimos anos nos sectores de copywriting e propriedade intelectual.

Este encontro aconteceu no âmbito da terceira edição da Conferência dos Chefes dos Escritórios de Propriedade Intelectual dos Estados Membros da ARIPO (African Regional Intellectual Property Organization – HIPOC), que acontece na cidade da Praia de 06 a 08 de Junho.

“Mais uma vez, é sinalizar a importância da credibilidade que Cabo Verde vem ganhando no contexto africano. Também é cada vez mais visível que, por sermos pequenos, precisamos do contexto africano, de um contexto continental, para termos importância e acesso, por exemplo, à propriedade intelectual que já esteja livre, que já esteja no mercado e que possa ser facultada ao continente africano de uma forma facilitada”, frisou o governante.

Abraão Vicente enfatizou a relevância de Cabo Verde fortalecer seus instrumentos para gerenciar, registrar e proteger a propriedade intelectual desenvolvida por empresas, universidades e startups cabo-verdianas.

Conforme alertou, há que garantir que a propriedade intelectual não saia do país gratuitamente e que não seja registada por outras entidades internacionais.

“Cabo Verde tem que se empenhar em registar o maior número de propriedades intelectuais e, a partir daí, produzir economia”, vincou o ministro.

Por seu lado, o director-geral da Organização Regional Africana de Propriedade Intelectual(ARIPO), Bemanya Twebaze, declarou que Cabo Verde tem sido um parceiro muito activo da Intelectual ARIPO e tem se destacado em várias frentes.

“Temos estado a formar alguns quadros de Cabo Verde nas áreas da PI, nas áreas dos direitos de autor, nas áreas das marcas, nas áreas das patentes. Portanto, uma das áreas é a capacitação. A outra área é a criação de consciência”, comunicou Bemanya Twebaze.

Além da capacitação, o director destacou a importância de aumentar a conscientização sobre questões relacionadas com a propriedade intelectual e instituir a investigação, envolvendo as universidades.

“Estamos envolvendo funcionários do Governo e partes interessadas para aumentar a conscientização. Isso é extremamente importante, pois precisamos do apoio e da contribuição de todos”, explicou.

Inforpress

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