Ministro da Cultura desafia municípios e empresas a serem parceiros financeiros do programa BA-Cultura

O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas desafiou esta quarta-feira, 19, todos os municípios do país, assim como as empresas nacionais, a serem parceiros do programa Bolsa de Acesso à Cultura (BA-Cultura), para que o mesmo possa ser alargado.

Abraão Vicente manifestou este desejo à Inforpress, à saída de uma visita efetuada ao Centro Cooperativo de Formação e Superação Acad e Profissional de Achada São Filipe (FOSPRO COOP), na Cidade da Praia, beneficiário deste programa do Governo.

“Portanto, creio que é um programa que, como já disse, seria importante ver a sua municipalização. Estou a falar de todos os municípios de Cabo Verde, se eles também financiarem e forem de facto parceiros financeiros do projecto”, defendeu, argumentando que com isso teriam a oportunidade de alargar o programa, de criar uma equipa técnica ainda mais alargada e também com maior competência.

Na sua perspectiva seria interessante também ver as empresas e grandes marcas nacionais a apadrinharem o Bolsa de Acesso à Cultura (BA-Cultura).

“Um outro aspecto tem a ver com a apadrinhagem que nós gostaríamos de ter dos artistas nacionais. Muitas vezes ouço esses artistas a dizerem que não há arte, não há ensino, que a nossa cultura…mas o que não há é o conhecimento da parte deles desses programas”, advertiu Abraão Vicente, afirmando que seria bom que as grandes estrelas cabo-verdianas tivessem de facto esta preocupação de ir às comunidades e perceber que não têm que inventar nenhum outro programa.

Isto porque, justificou, trata-se de um programa que já existe, a Bolsa de Acesso à Cultura, que eles podem apadrinhar, não através de financiamento ou de transferência de verbas, mas, no sentido de partilharem o conhecimento sobre o que fazem e ensinar durante duas ou três aulas.

“Ter o selo de fulano que apoia esse programa nos ajudaria a dar ainda mais credibilidade e, obviamente, ajudaria os artistas a terem também essa credibilidade social de devolverem à comunidade parte daquilo que é ser famoso”, disse.

Neste sentido apelou também aos coordenadores e a equipe que estejam abertos para acolher os artistas que queiram pelo menos apoiar uma das 112 escolas, através do apoio moral e emocional que esses alunos precisam, para que fiquem mais motivados.

Pois, trata-se de um programa conforme salientou que já é marca de Cabo Verde, que, com ou sem muitas condições tem decorrido, e que o Estado tem aumentado todos os anos.

“Começámos com 10 milhões e hoje já são 31 milhões de escudos investidos anualmente, é muita verba e continuamos a ser o único país da Lusofonia e que eu conheça que tem um programa público de ensino às artes totalmente financiado pelo Estado. Portanto, não deixa de ser uma marca muito relevante”, realçou, assegurando que este programa já fez o seu caminho e vai continuar a caminhar.

Inforpress

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