MP esclarece libertação e nova detenção de indivíduos encontrados com 5,6 toneladas de cocaína em alto mar

 O Ministério Público (MP) esclareceu em comunicado que ordenou, anteriormente, a libertação imediata dos detidos, pelo facto de não se ter conseguido apresentar os mesmos ao tribunal dentro do prazo legal para apresentação de arguido detido.

Num comunicado, o MP afirma que, ordenou, anteriormente, a libertação imediata dos detidos, uma vez que a primeira detenção em flagrante delito, foi ordenada a bordo de um navio em alto mar, localizado a 503 milhas náuticas nordeste, não tendo sido possível apresentar os mesmos ao juiz antes do término do prazo legal.

Isto porque, explica, demorou-se cinco dias de navegação até chegar ao porto da Praia, o mais próximo do local de abordagem, para desembarque em condições de segurança.

“Todavia, face aos fortes indícios constantes dos autos, da prática dos crimes de tráfico de droga de alto risco e de associação criminosa para o tráfico, imputados aos arguidos, o Ministério Público ordenou a detenção dos mesmos, fora de flagrante delito, para efeito do primeiro interrogatório judicial, tendo-lhes sido aplicada a medida de coacção prisão preventiva”, lê-se.

A mesma fonte detalha ainda que foram apreendidas 5.461,2 kg de cocaína distribuídos em 214 fardos e que os sete tripulantes, todos do sexo masculino, sendo cinco de nacionalidade brasileira e dois de nacionalidade montenegrina, com idades compreendida entre 32 e 66 anos, foram detidos, encontrando-se indiciados da prática dos mencionados crimes.

Já o tribunal da Praia, por seu turno, decretou prisão preventiva para os sete indivíduos.

A defesa, composta pelos advogados Diamantino Martins, Félix Cardoso e Nelson Furtado, já fez saber que não concorda com o despacho do segundo juízo crime do Tribunal da Comarca da Praia, pelo que irá recorrer junto do Tribunal de Relação de Sotavento.

Esta é a segunda maior apreensão de droga feita em Cabo Verde. A maior aconteceu em Janeiro de 2019, quando 12 cidadãos de nacionalidade russa foram detidos a bordo de um navio no Porto da Praia, com 9.570 quilogramas de cocaína em “elevado grau de pureza”, incineradas pelas autoridades dias depois.

 

Inforpress

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