PM destaca papel da diplomacia cabo-verdiana no “bom combate” que o País tem dado à covid-19

O primeiro-ministro disse ontem, dia 18, que o “bom combate” que Cabo Verde tem dado à Covid está intimamente também ligado a todo o trabalho e o esforço que a diplomacia cabo-verdiana tem feito para conseguir estar na vanguarda na vacinação.

“Em contexto de pandemia e dos seus impactos é preciso sublinhar que a nossa diplomacia continuou a actuar em várias frentes, reforçando o diálogo e a cooperação com os parceiros, intervindo em vários fóruns internacionais”, afirmou Ulisses Correia e Silva no seu discurso de encerramento da cerimónia da I Conferência Anual de Política Externa (CAPE 22), que aconteceu sob o tema “Desafios da diplomacia cabo-verdiana face à pandemia da covid-19”, na segunda-feira e hoje, na cidade da Praia.

Ainda nas suas declarações, o chefe do Governo reconheceu a solidariedade dos parceiros de Cabo Verde no combate contra a Covid, sendo ele países amigos, instituições e organizações internacionais, que “responderam desde a primeira hora”.

Sublinhou ainda que 2020 e 2021 foram atípicos, portadores de crises sanitárias, económicas e sociais profundas, a nível mundial e a nível de Cabo Verde, tendo o arquipélago sido dos países mais impactados economicamente pela pandemia da Covid.

“Somos um pequeno Estado insular em desenvolvimento, com importantes vulnerabilidades económicas, sociais e ambientais, com um nível elevado de exposição externa, uma economia aberta, não só em relação ao turismo, mas em relação ao comércio internacional…é ver o impacto do aumento dos preços internacionais”, prosseguiu.

Mesmo assim, Ulisses Correia Silva realçou que há sinais de retoma, ainda em ambiente de incerteza.

“O turismo, nas ilhas do Sal, da Boa Vista, o turismo de cruzeiro começa a entrar novamente no nosso roteiro. São sinais positivos porque os hotéis reabriram, o retorno ao trabalho por parte de centenas e milhares de trabalhadores, mas ainda continuamos em ambientes de incerteza impostos pela conjuntura internacional, nomeadamente ainda da gestão do domínio e do controlo da pandemia”, acrescentou.

Quanto ao ano de 2022, acredita Ulisses Correia e Silva que, mesmo em contexto de incertezas, este poderá ser também de transição, face à necessidade de se continuar a proteger e a mitigar os efeitos da pandemia e transitar para a retoma, em ambiente ainda marcado pelos impactos da crise.

A segurança sanitária é, segundo o primeiro-ministro, a primeira prioridade a curto e médio prazo, que passa por fazer com que Cabo Verde esteja posicionado como um país seguro do ponto de vista sanitário, com um bom sistema de saúde, o que são, conforme disse, factores geradores de confiança na economia e de bem-estar das populações.

É também prioridade a retoma do crescimento económico, através do dinamismo do sector privado, assim como a inversão da tendência do crescimento da dívida pública e a consolidação orçamental para que haja um ambiente macroeconómico favorável ao crescimento económico e que seja também um factor de redução de riscos.

Outra prioridade apontada pelo primeiro-ministro é a coesão social, através de políticas activas de emprego e de políticas activas de inclusão social e produtiva para a eliminação da pobreza extrema e a redução da pobreza absoluta e criação de oportunidades.

“Como é sabido, não há crescimento sustentável com níveis elevados de pobreza e este é um dos grandes desafios que este país tem pela frente”, prosseguiu Ulisses Correia e Silva, apontando ainda a coesão territorial para a redução das assimetrias regionais, assim como a criação de oportunidades económicas e convergência com os objectivos do desenvolvimento sustentável (ODS) a nível de cada uma das nossa ilhas.

“Outras crises, certamente virão, mas têm que encontrar Cabo Verde muito mais resiliente com factores estruturantes muito mais capazes de podermos fazer face às situações de crises”, acrescentou.

 

Inforpress

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