“Quarenta e quatro anos depois UCID caminha para onde o povo de Cabo Verde quiser” – presidente

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) considerou hoje que, 44 anos depois da fundação, o partido caminha para onde o povo de Cabo Verde quiser, daí nomear “o trabalho” como principal desafio. 

João Santo Luís falava em conferência de imprensa, hoje, no Mindelo, dia em que a UCID celebra 44 anos de existência, daí homenagear e saudar de “forma calorosa” os fundadores que, num dia como hoje, em 1978, em Roterdão (Países Baixos), fundaram o partido.

“O principal desafio interno, hoje, é o trabalho, pois estamos em fase de reorganização pós-congresso, sem problemas internos e o que queremos é estar à altura e responder aos desafios de Cabo Verde”, concretizou João Santos Luís, que anunciou um trabalho tendente à penetração do partido em todas as localidades do País e um prazo até ao final do ano para instalar a UCID em todas as ilhas.

Questionado se esse trabalho de reorganização terá já impacto nas próximas eleições autárquicas, com a UCID a concorrer nos 22 concelhos do País, o líder dos democratas cristãos considerou que o partido encara a eleição com realismo por não ter capacidade financeira para garantir que vá concorrer em todos os municípios.

Mas, mesmo assim, continuou, o partido concorrerá nos municípios que a Comissão Política e a conjuntura que cada momento determinarem, já que a UCID está “psicologicamente e tecnicamente preparado” para responder ao apelo de Cabo Verde.

Ao fazer um retrato dos desafios do País, Santos Luís disse que estes se centram na consolidação do processo democrático e no desenvolvimento já que, no seu entender, existe uma margem para que Cabo Verde possa conseguir melhores condições de desenvolvimento e promova uma “melhor qualidade de vida” à sua população.

Neste sentido, a UCID considera as áreas da educação, economia, saúde, justiça e igualdade de oportunidades como sectores-chave para catapultar o desenvolvimento do País, a que juntou a necessidade de se alargara a base produtiva do País.

Em relação à saúde, por exemplo, o líder dos democratas cristãos propôs a colocação de 50 por cento (%) dos médicos dos hospitais centrais em regime de exclusividade e, simultaneamente, prosseguiu, investir na sua capacidade de intervenção para prestação de melhores cuidados de saúde à população.

Por outro lado, o líder da UCID indicou que o desafio da descentralização do poder é patente, pois a população necessita de um poder “mais próximo” para a satisfação das suas necessidades “de forma célere” e que tal não se resolve com deslocalização de alguns ministérios para outras ilhas.

“A regionalização é a melhor forma de descentralização do poder e permite o desenvolvimento harmonioso das ilhas e esta seria uma boa reforma do Estado”, concretizou a mesma fonte, que questionou ainda os motivos de “tanto medo” da regionalização.

“Ao completarmos 44 anos de existência (…) estamos convictos de que a maior parte desses desafios podem ser atingidos desde que haja um equilíbrio do poder político”, sintetizou João Santos Luís, para quem os militantes da UCID devem estar cientes desses desafios para que o País possa “trilhar rapidamente” o caminho de desenvolvimento almejado.

Inforpress

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