Segunda edição do “São Filipe coding summer boot camp” será em moldes mais alargado, diz Nuías Silva

 O presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, anunciou quarta-feira a realização, no próximo ano, da segunda edição do “São Filipe coding summer boot camp” e em moldes diferentes para receber maior número de participantes.

Ao presidir à abertura da exposição com os trabalhos desenvolvidos pelos participantes da primeira edição do campo tecnológico, Nuías Silva disse que as cerca de quatro semanas do campo tecnológico mostraram que este é o caminho a prosseguir.

“Este projeto vai ter continuidade e, no próximo ano, realizamos a segunda edição de “São Filipe coding summer boot camp” num espaço maior e com mais tempo para permitir consolidar os conhecimentos adquiridos nesta primeira edição pelos participantes e permitir que novas crianças, adolescentes e jovens participem neste mundo de tecnologia e formação”.

O edil de São Filipe salientou que mais do que utilizadores de tecnologia, a câmara quer que as crianças, adolescentes e jovens sejam produtores de tecnologias e que têm de despertar, desde cedo, a curiosidade para a tecnologia e mostrar que apesar de achar complexo a programação, ela é estruturada e possível de ser ensinado, aprendido e executado.

“Depois da formação de cerca de 40 jovens, temos trabalhos de grupo, conseguiram, não só, apreender a programação de tecnologias, utilização de microprocessadores, mas também desenvolver outras habilidades como trabalhar em grupo, colaboração e desenvolvimento de projetos”, disse Nuías Silva, apontando que os participantes desenvolveram projetos ligados aos sectores da agricultura (rega), casa inteligente e parqueamento, mas também jogos diversos.

Segundo o mesmo, se Cabo Verde pode ter algumas dificuldade em competir no mundo pela via de recursos naturais, que não abundam, enquanto recursos endógenos para desenvolver determinados sectores agroindustriais ou produtivos, já na área do capital humano o “céu é o limite”, razão pela qual, a sua câmara aposta na formação e capacitação e na realização de iniciativas que introduz nos alunos outros tipos de atividades capazes de despertá-los para áreas de ciência e tecnologia que é fundamental.

Nuías Silva advogou a realização desta atividade juntamente com a política de educação, mostrando-se convicto de que nas próximas décadas Cabo Verde terá uma massa crítica desenvolvida e capaz de competir em várias áreas, sobretudo na área digital.

O edil de São Filipe agradeceu a parceria do PNUD que financiou a aquisição de maior parte dos equipamentos que serviu de base para este programa, a Unitel T+ que associou a iniciativa e permitiu a infraestrutura de conectividade para a formação com o nível e, a Greenstudio/Riftone Technologies que ministrou a formação, esperando, na próxima edição contar com outros  parceiros como o NOSI e o Ministério da Educação para dar oportunidade a vários outros interessados que, por dificuldade de espaços, não puderam participar da primeira edição.

O engenheiro informático, Erickson Carvalho Vaz que ministrou a formação de pouco mais de três semanas, avançou que na parte inicial os formandos viram os conceitos ligados ao mundo da programação, coding e algumas linguagens utilizadas e tudo que era necessário antes do desenvolvimento prático.

Depois, explicou, pouco a pouco passaram para o desenvolvimento, mostrando blocos de códigos onde desenvolveram alguns jogos e depois algumas tecnologias utilizadas para o desenvolvimento web.

Além de desenvolvimento dos projetos que estão expostos no Centro Sete Sóis Sete Luas, como a “casa inteligente”, “horta digital” e parque de estacionamento, durante a formação foi desenvolvido a lógica de raciocínio para mostrar que o homem é um “supercomputador”, mas que o computador tem uma pequena vantagem que é de ser mais rápido do que o homem, mas que enquanto programadores o homem é único que consegue comunicar com a máquina para colocá-la a fazer aquilo que pretende.

O projeto de “horta digital”, por exemplo, a pessoa pode iniciar e parar a rega, ligar e desligar o exaustor, controlar a temperatura, humidade do ar e do solo, a luminosidade e o nível de água.

Quer este como os outros projetos desenvolvidos são possíveis de replicar e colocar em prática, disse o formador, esperando que os participantes levem para frente e que além de utilizadores possam ser criadores.

“Este é o primeiro contacto e, obviamente, se pararem podem sentir dificuldades por ser um processo contínuo e nas próximas edições terão mais facilidade em replicar os projetos”, disse Erickson Carvalho Vaz.

Um dos formandos destacou esta forma de “ocupação do tempo, aprendendo atividades numa área importante para o desenvolvimento”, apelando a câmara a dar continuidade a este evento para permitir a consolidação dos conhecimentos adquiridos e dar oportunidade a outras crianças, adolescentes e jovens de São Filipe.

A exposição termina na sexta-feira e no encerramento da formação os participantes vão receber os seus certificados de participação.

Inforpress

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