Trabalhadores do INIDA ameaçam partir para greve de trabalho no mês de maio

Os trabalhadores do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) denunciaram hoje a “inércia da presidente” do instituto na implementação do PCCS e ameaçam com greve-geral em Maio próximo, caso as reivindicações não sejam resolvidas até Abril.

Este foi o mote de uma manifestação dos trabalhadores do INIDA, à porta na sede desta instituição em Achada de São Filipe, na cidade da Praia, onde culpabilizaram a presidente do INIDA, Nora Silva, e o próprio ministro da Agricultura, Gilberto Silva, pelo incumprimento na publicação e implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), alegando que esta “discriminação” apoquenta os trabalhadores.

Considerando que este instrumento de gestão é de suma importância, não só para os trabalhadores, como também para o INIDA, porquanto constitui um conjunto de regras e normas que vão estabelecer os mecanismos de gestão do pessoal e garantir os direitos e estabilidade dos recursos humanos, os trabalhadores defendem a sua implementação.

Por se sentirem discriminados e “ferozmente afetados” pelo aumento de custo de vida, promoveram esta manifestação apoiada pelo Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), já que “desde a assinatura do primeiro acordo e a data em que se realizou a greve”, Novembro 2023, “o silêncio tem vindo a incomodar a vida laboral desses colaboradores”.

A trabalhadora e delegada sindical do INIDA, Cintia Varela, em declarações à Inforpress, acusou a presidente de incumprimento pela publicação e implementação do PCCS prometida em 2023, ressalvando que os trabalhadores estão nesta luta desde 2015, e pela falta de informações aos trabalhadores, agravado pela “humilhação”.

A mesma reclama da falta de licença e da cedência de espaços para a reunião dos trabalhadores, razão pela qual, apontou, tiveram de manifestar-se às portas de entrada da sede, ao vento.

Opinião sustentada pelo vice-presidente do SISCAP, referindo que “esta assembleia dos trabalhadores” teve o propósito de reivindicar a morosidade e a inércia do presidente do INIDA e do próprio ministro da Agricultura, relativamente a publicação e implementação do PCCS, sublinhando que depois dos três dias de greve, realizado em Novembro, nada mudou.

“Os trabalhadores decidiram traçar o plano junto do seu sindicato representativo. Deram um prazo até 30 de Abril para resolução dos seus problemas. Se até lá não for publicado e implementado o PCCS, partem para greve de três dias no mês de Maio”, explicou Francisco Furtado.

O sindicalista enalteceu a “adesão massiva de mais de 90% dos trabalhadores nesta manifestação”, destacando que o facto de se realizar num sábado, foi dispensada a participação presencial dos trabalhadores do interior da ilha.

Inforpress

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