Afeganistão: Libertos jornalistas desaparecidos em circunstâncias desconhecidas

Dois jornalistas que haviam desaparecido separadamente, no Afeganistão, estão seguros, mas em silêncio sobre o que aconteceu, dizem grupos de imprensa.

Ambos foram reportados como desaparecidos em missão, naquele país, e foram libertados, na sexta-feira.

Anas Mallick, do canal de notícias indiano WION, desapareceu durante uma missão em Cabul, na quinta-feira. A imprensa informou que ele estava a caminho de um hotel em Cabul quando membros do Talibã o detiveram.

Separadamente, um jornalista afegão e seu acompanhante também desapareceram, na capital, na quinta-feira. As suas identidades não foram divulgadas, por questões de segurança.

Hujatullah Mujadidi, presidente da Associação de Jornalistas Independentes do Afeganistão, disse à VOA que as três pessoas foram libertadas, na sexta-feira.

“Eles estão de volta com suas famílias, mas não disseram onde estavam”, disse Mujadidi.

No caso de Mallick, uma curta mensagem foi postada na conta do jornalista no Twitter, na sexta-feira, dizendo: “Estou de volta”.

A postagem não forneceu detalhes sobre o que aconteceu ou onde ele foi detido.

O Ministério das Relações Exteriores do Talibã não respondeu ao pedido da VOA para comentar sobre o desaparecimento e se o jornalista foi detido.

Mas os órgãos de defesa da imprensa e grupos de direitos humanos têm reportado casos em que jornalistas ou activistas são detidos e advertidos a não falar sobre os seus casos.

Mais de 180 casos de violência contra jornalistas foram registrados no Afeganistão desde a tomada do Talibã, em agosto de 2021, de acordo com um membro do órgão local de defesa da imprensa.

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