Afro-americano é o novo comandante do Africom

Um general afro-americano das forças de fuzileiros dos Estados Unido, os “marines” assume no próximo dia 9 a chefia do Comando Africano (Africom) das forças armadas americanas.

Trata-se do tenente-general Michael Langley cuja nomeação foi aprovada pelo Senado americano na segunda-feira e cuja nomeação significa que vai ser promovido a general de quatro estrelas.

Langley deverá receber a sua quarta estrela de general numa cerimónia este sábado em Washington, tornando-se assim no primeiro general de quatro estrelas afro-americano na história de 246 anos dos “Marines”.

Sete outros negros americanos alcançaram o grau de general de três estrelas nos “Marines”, considerada a força de choque das forças armadas americanas.

Outros afro-americanos ocupam atualmente o cargo de Secretário de Defesa (o general Lloyd Austin) e de chefe de estado maior da força aérea (general Charles Brown).

O general Langley ocupava até agora a posição de comandante do Comando de Forças dos “Marines”, do Comando Norte dos ‘Marines” e ainda comandante da força dos “Marines” para o Atlântico.

O general Langley esteve baseado no Japão, Afeganistão e Somália durante a sua carreira e foi também comandante da força de “Marines” na Europa e África.

Nas audiências de confirmação para a sua posição no Senado, Langley reconheceu que a missão dos Estados Unidos em África não pode ser baseada apenas nas forças militares.

“Requer uma integração com os esforços diplomáticos do Departamento de Estado, iniciativas de desenvolvimento da USAID e estratégias globais envolvendo outros aliados e parceiros em África”, disse o General Langley.

Langley vai substituir o General Stephen Townsend que numa entrevista colectiva disse recentemente que o alastramento do terrorismo, a expansão da China e a presença de mercenários russos em vários países africanos são os grandes desafios a que se faz face em África.

O quartel general da Africom está sediado em Estugarda na Alemanha. Há actualmente 1.300 soldados americanos na África Ocidental e outros 3.500 numa base em Djibouti.

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