Estados Unidos elogiam sistema eleitoral brasileiro, que serve de “modelo ao mundo”

As eleições brasileiras “servem de modelo no mundo”, disse a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil em comunicado nesta terça-feira, 19, um dia depois do Presidente Jair Bolsonaro criticar mais uma vez o sistema eleitoral do país, ante 40 embaixadores radicados em Brasília.

“As eleições no Brasil, testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e pelas instituições democráticas, servem de modelo para as nações do hemisfério e do mundo”, sublinhou a representação diplomática de Washington no país, reiterando que “os Estados Unidos têm confiança na força das instituições democráticas do Brasil”.

“O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação”, lê-se ainda na nota da embaixada americana que afirma estar “confiante que as eleições brasileiras de 2022 vão reflectir a vontade do eleitorado” e que “à medida que os brasileiros confiam no seu sistema eleitoral, o Brasil mostrará ao mundo, mais uma vez, a força duradoura de sua democracia”.

Na segunda-feira, 18, num discurso de quase uma hora embaixadores, o Presidente brasileiro disse que queria “corrigir as falhas” do sistema eleitoral três meses antes da eleição presidencial e atacou mais uma vez o sistema de votação eletrónica.

Há meses, Jair Bolsonaro vem incutindo a ideia de que as eleições podem ser fraudulentas devido à urna electrónica, o sistema com o qual ele ganhou as eleições de 2018 e que é considerado como um dos mais fidedignos e seguros do mundo desde que foi implantado em 1996.

Ele, no entanto, nunca apresentou qualquer prova, segundo os demais órgãos de soberania, observadores e imprensa.

Vários jornais brasileiros e estrangeiros citaram embaixadores presentes na reunião que, sob anonimato por motivos óbvios, classificaram de vergonhosa a prestação do Presidente ao tentar desacreditar o sistema eleitoral do seu país.

As declarações de Bolsonaro provocaram reacções de todos os sectores, com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, a dizer ter chegada a “hora de dizer chega de desinformação. É hora também de dizer não ao populismo autoritário, que ameaça as conquistas da Constituição de 1988″.

A eleição presidencial está marcada para 2 de Outubro e todas as sondagens apontam para uma vitória do antigo Presidente Lula da Silva.

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