EUA anunciam mais 150 milhões de dólares para aliviar a crise alimentar em África

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas,  Linda Thomas-Greenfield, anunciou na sexta-feira (5) um pacote de US$150 milhões para ajudar África a lidar com crises alimentares e humanitárias.

Falando num encontro com mais de 500 participantes, na Universidade de Gana, ca capital Accra, Thomas-Greenfield disse que o mundo está a enfrentar crises alimentares sem precedentes, exigindo o que ela chamou de “resposta global sem precedentes”.

“De nossa parte, os Estados Unidos estão comprometidos com este trabalho (…) Mas é necessário mais financiamento para abordar a segurança alimentar e enfrentar as crises que agravam a segurança alimentar, como refugiados e deslocados internos”, disse. “Tenho orgulho de anunciar cerca de US$150 milhões em financiamentos humanitários adicionais e assistência ao desenvolvimento, pendentes de aprovação do Congresso, para a África”.

Ela disse que o novo pacote, se aprovado pelo Congresso, aumentará a assistência humanitária dos EUA à África para US$ 6,6 biliões desde o início deste ano.

A diplomata diz que os preços mundiais dos alimentos estão 23% mais altos do que há um ano, em parte como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia – os dois países juntos fornecem mais de 40% do suprimento de trigo da África.

Thomas-Greenfield disse que o novo financiamento dos EUA expandirá os investimentos em fertilizantes, cereais e outras culturas em África para atingir “a meta de aumentar a resiliência a choques futuros”.

Tal inclui US$ 2,5 milhões em nova assistência ao desenvolvimento para Gana e US$ 20 milhões para Uganda, onde Thomas-Greenfield escalou antes.

Ela disse que o novo financiamento inclui mais de US$ 127 milhões em assistência humanitária adicional para a África para dar “apoio vital a refugiados, solicitantes de refúgio, deslocados internos, apátridas e pessoas perseguidas em toda a África”.

Condenando a guerra na Ucrânia, ela disse que o Conselho de Segurança da ONU deve ser proactivo para evitar que alimentos sejam usados como arma de guerra.

“O mundo precisa ver como a insegurança alimentar aumenta o risco de conflito. E o Conselho de Segurança precisa fazer um trabalho melhor para impedir que os alimentos sejam usados como arma de guerra”, disse ela.

Thomas-Greenfield disse que a África tem potencial para se tornar o seu próprio celeiro e deve aproveitar a situação actual para forjar parcerias com a sociedade civil e o sector privado para construir os sistemas e estruturas alimentares do futuro.

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