Fala África: “Nós temos que usar a poesia como terapia,” Ailton Moreira

Em entrevista ao “Fala África” o poeta cabo-verdiano Ailton Moreira falou sobre a obra, “Lírios no Quintal Assombrado,” que conta com 52 poemas em português. A inspiração para o livro veio no primeiro semestre de 2020 durante a pandemia de COVID-19.

“Nós ficamos confinados em nossos quintais, privados do convívio social, privados de todo o tipo de liberdade que tínhamos.” Foi nesse momento crítico, em termos de saúde pública, que Ailton criou um desafio para si próprio: escrever um poema por dia. O resultado do desafio foi a obra “Lírios no Quintal Assombrado”.

“Nós temos que buscar forças que temos dentro de nós para podermos enfrentar esses desafios que a atual conjuntura mundial nos impõe. “Lírios no Quintal Assombrado” é precisamente isso. São flores que nasceram em um lugar inóspito.”

O poeta, que é formado em engenharia sanitária e ambiental, explicou que a sua profissão lhe proporciona inspiração. “O engenheiro alimenta o poeta e o poeta também alimenta o engenheiro na medida em que aguça a minha criatividade, a minha vontade de tentar transmitir leveza, e isso é algo que a poesia me traz. A poesia para mim é uma terapia.”

Ailton enfatizou que a poesia é mais do que um poema estruturado porque engloba um contexto social. “A poesia não tem como estar à parte da sociedade”.

A obra foi lançada pela Editora Viseu a 15 de Dezembro, em Florianópolis, Brasil. O prefácio foi feito pelo escritor, poeta e atual embaixador de Cabo Verde no Brasil, José Pedro C. D’Oliveira, e a orelha ficou sob a responsabilidade do escritor e poeta brasileiro, Fábio Lisbôa.

O livro ainda conta com a participação do artista plástico cabo-verdiano Lito da Silva, cujas pinturas embelezam as páginas de “Lírios no Quintal Assombrado”. O livro está disponível para a compra online em plataformas digitais e também de forma física no Brasil.

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