PGR portuguesa faz buscas em banco que pertenceu a Isabel dos Santos

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), da Procuradoria-Geral da República (PGR) de Portugal, realizou buscas, nesta quarta-feira, 18, na sede do banco EuroBic, em Lisboa, no âmbito das investigações à empresária angolana, Isabel dos Santos.

O jornal Observador revelou que a operação teve por objetivo a “apreensão de documentação relevante para os autos de um dos 17 inquéritos”, que visam a filha do falecido Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

A mesma fonte indica que foram feitas buscas na empresa de consultoria PwC.

A PGR confirmou à estação televisiva SIC “a realização de buscas” na sequência de um “pedido de cooperação judiciária internacional recebido das autoridades angolanas”.

“As diligências têm lugar em empresas de consultoria e numa entidade bancária”, acrescentou a nota, sem dar mais detalhes.

O banco EuroBic, segundo a imprensa portuguesa, confirmou à agência Lusa que “foram hoje realizadas diligências judiciais na sua sede”.

Entretanto, o EuroBic acrescentou estar a cooperar com completa transparência com as investigações.

Estas entidades, segundo a investigação angolana, apenas terão servido para o desvio de dinheiro da Sonangol.

Recorde-se que a empresária Isabel dos Santos foi acionista do EuroBic até 2020.

Ainda segundo o jornal Observador, o procurador Rosário Teixeira, titular da investigação, executou um pedido de cooperação judiciária internacional para reconstituir o circuito financeiros dos cerca de 100 milhões de euros que terão sido alegadamente desviados da Sonangol pela filha de José Eduardo dos Santos.

Este é um dos 17 inquéritos do DCIAP que visam Isabel dos Santos, acionista do EuroBic e é a base do caso Luanda Leaks, divulgado pelo Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação.

A VOA continua a tentar uma reação de Isabel dos Santos.

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