Primeiro-ministro da Índia insta ONU a repensar prioridades para o século 21

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pediu às Nações Unidas que façam reformas alinhadas com as realidades do século XXI para garantir a representação das vozes que importam, de acordo com uma entrevista publicada neste domingo.

Uma “abordagem de meados do século XX não pode servir o mundo no século XXI”, disse Modi, que será o anfitrião de uma cimeira do Grupo das 20 grandes economias no próximo fim-de-semana, à agência de notícias Press Trust of India.

Modi, líder do país mais populoso do mundo e aspirante a tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, está a tentar aumentar o estatuto da Índia e promover as suas causas, como o alívio da dívida insustentável, usando o púlpito global da cimeira do G20 que terá início a 9 de Setembro.

União Africana

Ele reiterou o seu apoio na entrevista para que a União Africana se tornasse membro de pleno direito do G20.

A cimeira de dois dias terá uma lista de convidados de maior destaque, desde o presidente dos EUA, Joe Biden, ao presidente francês, Emmanuel Macron, ao chanceler alemão, Olaf Scholz, e ao príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

“As instituições internacionais precisam de reconhecer as realidades em mudança e rever as suas prioridades”, disse Modi, acrescentando que era fundamental garantir a representação das vozes. “A presidência da Índia no G20 também colocou sementes de confiança nos países do chamado terceiro mundo.”

Modi, de 72 anos, disse que a presidência da Índia no G20 levou ao reconhecimento de que as políticas antiinflacionárias de um país não prejudicam outros.

A inflação atinge de forma especialmente dura muitas pessoas pobres da Índia. Numa sondagem da Reuters, os economistas aumentaram drasticamente as suas previsões de inflação para este trimestre, esperando que os aumentos de preços se mantenham acima do limite de 6% do banco central até pelo menos Outubro.

Modi apelou à cooperação global no combate ao crime cibernético, dizendo: “Terroristas que usam a dark web, o metaverso e a criptomoeda para cumprir objetivos nefastos podem ter implicações no tecido social das nações”.

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