Serena Williams anuncia contagem regressiva para a reforma

A tenista vencedora de 73 títulos Serena Williams vai pendurar as raquetes em breve, embora recuse, por agora, usar o termo retirada.

“Acho que há apenas uma luz no fim do túnel. Não sei, estou me aproximando da luz. Ultimamente tem sido isso para mim. Mal posso esperar para chegar a essa luz,”, disse na segunda-feira, 8, em conferência de imprensa em Toronto, no Canadá.

Entretanto, nesta terça-feira, 9, na revista Vogue Serena admitiu abandonar os “courts”, em breve, eventualmente depois do Open dos Estados Unidos, que começa no dia 29 de Agosto.

“Nunca gostei da palavra ‘retirada’. Não me soa a uma palavra moderna. Tenho pensado nisto como uma transição, mas quero ter cuidado com o uso dessa palavra, que tem um significado muito específico e importante para um conjunto de pessoas. Talvez a melhor palavra para descrever tudo isto seja evolução. Estou aqui para vos dizer que estou a evoluir para lá do ténis, em direcção a coisas que são importantes para mim”, escreveu a vencedora de 23 torneios do Grand Slam, quem indicou ter priorizado ser mãe, depois da filha de 5 anos de idade, Olympia, lhe ter pedido uma irmã.

“Acreditem em mim, nunca quis escolher entre o ténis e a família. Não creio que seja justo. Se eu fosse um homem não estaria a escrever isto porque estaria por aí a jogar e a ganhar, enquanto a minha mulher tinha o trabalho de aumentar a família. Talvez fosse como o Tom Brady, se tivesse a oportunidade”, continuou Serena Williams que pediu que não seja, no entanto, mal interpretada.

“Não me interpretem mal, eu adoro ser mulher e adorei cada segundo da minha gravidez. Trabalhei até ao dia de ir para o hospital e a maior parte das pessoas não sabe que eu estava grávida de dois meses quando ganhei o Open da Austrália em 2017. Mas estou com quase 41 anos e tenho de ceder em alguma coisa…”, afirmou a irmã mais nova das Williams que lembrou ter outros desafios: “Há uns anos criei a empresa ‘Serena Venures’, mais tarde comecei uma família e agora quero fazer essa família crescer”.

A antiga número 1 mundial reconhece, porém, que a decisão não foi fácil.

“Este desporto deu-me tanto… Adoro ganhar, lutar, dar espetáculo. Não sei se os restantes jogadores veem as coisas desta forma, mas eu adoro a competição, ser capaz de jogar semana após semana. Alguns dos melhores momentos da minha vida foram na sala de espera em Melbourne, antes de entrar na Rod Laver Arena com os meus ‘phones’, a tentar concentrar-me mas mesmo assim sentindo a energia do público”, lembra.

A tenista está à beira de completar os 41 anos e participa actualmente no torneio da WTA de Toronto, no Canadá.

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