Parlamento: MpD diz que país vive uma grande crise e que o Governo está a proteger os cabo-verdianos

O Movimento para a Democracia (MpD-poder) reconheceu hoje, no Parlamento, que Cabo Verde enfrenta actualmente a “maior crise”, desde a sua independência em Julho de 1975, mas que o Governo não tem poupado esforços para proteger os cabo-verdianos.

“Os cinco anos sucessivos de seca que o País vem enfrentando causaram uma forte redução na produção agro-silvo-pastoril e no rendimento das famílias, especialmente, no meio rural”, apontou o MpD, em declaração política feita no período de questões gerais.

Segundo o porta-voz dos “ventoinha”, Manuel da Moura, a falta de chuva tem contribuído também para a “deterioração da segurança alimentar e nutricional das famílias cabo-verdianas e na redução da disponibilidade de água para o abastecimento público e para a agricultura irrigada”.

A pandemia da covid-19, sublinhou a bancada parlamentar que suporta o Governo, provocou uma “forte recessão económica” em 2020, “destruindo uma tendência consistente de crescimento económico de 5% que se registou de 2017 a 2019”.

Manuel da Moura lembrou que a situação pandémica atingiu “fortemente” o sector mais dinâmico da economia cabo-verdiana, o turismo, e fez “disparar o défice orçamental para 10% [dez por cento] do PIB [Produto Interno Bruto] e o rácio da dívida pública para 155,6% do PIB”.

“Para mitigar os impactos da pandemia, o Governo adotou, em tempo recorde, fortes medidas de protecção sanitária, proteção do emprego, do rendimento e das empresas. Com isso, construiu o maior estado social que há memória em Cabo Verde”, acentuou o deputado.

“Todas estas medidas de políticas exigiram um esforço financeiro excepcional e imediato para evitar o colapso sanitário, económico e social no país e ao mesmo tempo que se investiu na resiliência”, sublinhou.

Na perspetiva dos deputados do MpD, a escalada de preços, provocada pela guerra na Ucrânia, que se verifica um pouco por todo o mundo e, particularmente, em Cabo Verde, “está impactando, fortemente, o consumo nacional e, por esta via, a segurança alimentar e nutricional da população, com forte repercussão no aumento da pobreza”.

“Temos, efetivamente, um governo com rosto humano que não tem poupado esforço para proteger os cabo-verdianos, nestes tempos de redobrada complexidade e dificuldade”, concluiu Manuel Moura.

Inforpress

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest