Parlamento: PAICV acusa Governo de “incumprimento de promessas e falhanço” nos sectores das infra-estruturas e habitação

O deputado do PAICV Walter Évora criticou hoje o Governo por permitir que “pessoas que não se conhecem” e sem “ligação parental” partilhem casas de banho e uma única cozinha, no âmbito de um programa habitacional.

O deputado nacional do principal partido da oposição, eleito por Boa Vista, fez esta observação hoje durante intervenção na Assembleia Nacional no debate parlamentar com a ministra das Infraestruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Eunice Silva, proposto pelo PAICV.

O parlamentar falava sobre os blocos habitacionais de Casas para Todos, na zona de Rotchina, na cidade de Sal Rei, na ilha da Boa Vista, onde disse que há famílias, ocupantes de 95 quartos, que compartilham casas de banho e uma única cozinha”.

“A ministra está a defender o indefensável. É inadmissível que, em pleno século XXI, o Governo conceda um programa habitacional para colocar pessoas que não se conhecem e que não têm qualquer laço parental e familiar a compartilhar casa de banho”, afirmou.

Para o deputado nacional, o mínimo que o Governo poderia fazer seria construir um quatro e uma casa de banho,” por uma questão de dignidade”, reprovando que 95 pessoas partilhem uma mesma cozinha.

“A ministra acha que isso é defensável? Pegam num programa de habitação social que construiu 830 apartamentos, dizem que não servem, e vêm defender 95 quartos com cozinha compartilhada”, questionou.

Também na mesma linha de ideias, o deputado da mesma força política Fidel de Pina observou que “aquela condição habitacional é prejudicial ao desenvolvimento de uma família, ao obrigar os jovens a se agruparem para morar, por não terem condições”.

Para Fidel de Pina, “a ministra não pode estar a contribuir para a precariedade habitacional no país”.

Já a ministra Eunice Silva respondeu que quem levantou o problema dos quatros foram os deputados do PAICV, visto que os quatros que referem no empreendimento de Casa para Todos estão todos ocupados por gente que não são da barraca, mas sim pessoas interessadas que pediram quartos.

Inforpress

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