Parlamento: PM diz que Governo retratou o Estado da Nação com “clareza e verdade”

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que o Governo retratou no debate sobre o Estado da Nação a situação do País com “clareza e verdade”, acusando o PAICV de continuar na senda do negativismo.

Em declarações à Inforpress, momentos após o seu discurso de encerramento, onde apresentou o ponto de vista e as políticas do Governo no que toca a busca de soluções para o desenvolvimento do País nas mais diversas áreas, Ulisses Correia e Silva fez “um balanço muito positivo” do debate sobre o Estado da Nação.

“Nós (o Governo) retratamos o Estado da Nação com clareza e com verdade. As pessoas sabem qual é a situação de crises que o Mundo está a viver, que também atingem Cabo Verde”, ressaltou o chefe do Governo.

Ulisses Correia e Silva disse ainda que o Executivo passou também uma mensagem de confiança, não só daquilo que tem estado a realizar, mas também sobre aquilo que prevê realizar no futuro próximo para que todos possam sair desta crise de uma forma mais forte e mais resiliente.

Quanto à prestação da oposição, o chefe do Governo disse que nada mudou no seu discurso, desde 2016, e que continuam, nomeadamente o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), na mesma senda de negativismo,

“Não trazem propostas, não trazem alternativas… a última da hora, apresentam propostas atabalhoadas, sem conteúdo, sem trabalho. A oposição pode e deve fazer muito mais. Estão em crise desde 2016”, concluiu.

Em relação aos partidos políticos, o Movimento para Democracia (MpD), que sustenta o Governo, através do seu vice-líder Parlamentar, Euclides Silva, destacou o empenho da equipa governativa no sentido de fazer face a tripla que afecta o País (seca severa, covid-19 e guerra na Ucrânia”.

Já o PAICV, por intermédio do seu deputado e presidente, Rui Semedo, lamentou o facto das políticas do Executivo para a mitigação dos efeitos da crise não estarem, segundo disse, a chegar a todos, principalmente a camada mais desfavorecida.

Por seu turno, António Monteiro, da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, afirmou ter saído insatisfeito deste debate sobre o Estado da Nação, uma vez que, no seu ponto de vista, muita coisa ficou por ser discutida, entre elas o sector da Justiça.

Inforpress

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