Plataforma dos Clubes de São Vicente elege órgãos de gestão e promete ser complementar à associação de futebol

A Plataforma para a Valorização dos Clubes de São Vicente (PVC-SV) reuniu-se ontem, dia 29, em plenária para eleger os órgãos de gestão e promete ser complementar à Associação Regional de Futebol na ilha, conforme o promotor da iniciativa.  

Nuno Leite, que falava à imprensa no final da reunião na noite de hoje, na sede do Clube Desportivo Falcões do Norte, em Chã de Alecrim, relembrou que a ideia da plataforma surgiu no ano passado e foi formalizada a 17 de Setembro, com a finalidade de os clubes saírem do “comodismo” e deixarem de ser “meros receptores” das decisões que vinham de cima. 

“Os clubes têm uma importância extraordinária na sociedade e não são considerados, não são reconhecidos e então achamos que era o momento de nos posicionarmos, de nos unirmos para termos força suficiente para lutar pelos nossos direitos e aquilo que é de interesse comum”, sustentou. 

Agora, mais de um ano passado, a PVC-SV reuniu-se em plenária, com a representação de 14 dos 16 grupos subscritores, que permitiu eleger o núcleo coordenador, constituído pelos clubes Mindelense, Académica, Derby e Castilho e mais um elemento, que no caso é Hugo Almeida, e ainda três grupos de trabalho, dois constituídos por cinco elementos e um com seis. 

Todo um corpo, que Nuno Leite acredita ser uma “complementaridade” à Associação Regional de Futebol. 

“Nós e a associação somos complementares. A associação faz parte da estrutura de futebol, que começa na FIFA, CAF, federação, numa hierarquia e nós como clubes fazemos parte do sistema, mas, somos autónomos e há questões que dizem respeito apenas aos clubes”, explicou a mesma fonte, apontando como exemplo a sustentabilidade e o financiamento. 

Problemas esses que, ajuntou, precisa de um fórum próprio para serem discutidos para se encontrarem soluções.  

Os três grupos de trabalhos também ficaram definidos durante a reunião, sendo que o “grupo um” terá como membros Mindelense, Castilho, São Pedro, Estoril e Farense, grupo dois, Académica, Falcões do Norte, Corinthians, Calhau e Amarante e por fim grupo três com Derby, Batuque, Uni-Mindelo, Ribeira Bote, Salamansa e Ponta d´Pom.  

Com esta divisão, a PVC-SV pretende dividir as tarefas e discutir temas diversos, entre estes a organização do futebol, tido como tema chapéu, mas que se divide em sub-temas como diagnóstico dos clubes, infra-estruturas desportivas, quadro competitivo, venda de imagem e a sustentabilidade. 

Mas, Nuno Leite admitiu que a plataforma já está a mostrar a sua prestabilidade desde agora, uma vez que o arranque da época desportiva, em São Vicente, no final da semana passada, contou com o “apoio firme” da instituição que, em conjunto com a associação, decidiu os meandros para esse arranque. 

O próximo passo, segundo a mesma fonte, será colocar o núcleo coordenador e os grupos a funcionar, estabelecer um plano de trabalho e priorizar as acções para as próximas eleições da associação de futebol. 

O promotor da PVC-SV garantiu que o trabalho “não vai ser fácil”, mas há “sinais inequívocos” da disponibilidade das pessoas, para “conseguir vitórias e melhorar as coisas”. 

Inforpress

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