
Terça-feira, 21 de Março, 2023
A cimenteira portuguesa Cimpor foi escolhida pelo Governo de Cabo Verde para a retoma da indústria das pozolanas no concelho do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, anunciou sábado o primeiro-ministro.
Ulisses Correia e Silva, no término de uma visita de quatro dias a Santo Antão, confirmou o acordo entre o Governo e a Cimpor “para a exploração das pozolanas” na ilha de Santo Antão, indústria que “gera mais de 100 empregos diretos”.
“Vamos assinar contrato com a Cimpor para a exploração das pozolanas e criação de mais de 100 empregos diretos e vários indiretos”, anunciou o chefe do Governo, informando que o Executivo quer retomar esta indústria “com força”, por se tratar de “uma atividade muito importante para a criação de empregos”.
A indústria de pozolanas em Santo Antão está paralisada desde 2013, quando o grupo de investidores italianos, que vinha explorando a cimenteira desde 2005, decidiu encerrar a unidade de produção por alegadas dificuldades de mercado.
O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, disse acreditar que o Governo fez a escolha do “melhor parceiro”, que “terá em conta a transformação das pozolanas em cimento pozolânico na própria ilha de Santo Antão com valor acrescentado”.
A Cimpor já tinha, nos anos 90, manifestado interesse na exploração das pozolanas em Santo Antão, tendo na altura elaborado, conjuntamente com a outra empresa portuguesa Secil, um estudo que confirmava a qualidade deste recurso natural, utilizado para a construção de importantes infra-estruturas portuárias em Portugal e Angola.
Ulisses Correia e Silva disse que o Governo perspectiva o crescimento económico da ilha Santo Antão gerado a partir do turismo, das pescas e da agricultura, mas também da indústria extrativa das pozolanas.
As jazidas de pozolanas concentram-se, sobretudo, nas proximidades da cidade do Porto Novo (Brejo, Fundão, Ribeira Fria e Gamboesa), cujas reservas estimam-se em dez milhões de toneladas.
Inforpress
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