Polícia Nacional faz detenções e apreensões na oitava operação especial na Praia

A Polícia Nacional (PN) realizou esta semana a oitava operação especial de prevenção criminal deste ano na cidade da Praia e apreendeu vários objetivos e fez cinco detenções, informou ontem, dia 15, a força policial.

Em comunicado, a polícia cabo-verdiana informou que a operação foi realizada na segunda-feira, na área norte da cidade da Praia, abrangendo as zonas de Achadinha e Vila Nova.

Durante a operação, foram realizadas buscas em 10 casas, e foram apreendidos vários objetos, entre os quais seis armas de fogo, sendo cinco de fabrico artesanal e uma pistola, munições, 111 armas brancas, 22 telemóveis e vários documentos.

Segundo a PN, 60 pessoas foram abordadas e revistadas, das quais 10 foram conduzidas para o Departamento Central de Investigação Criminal (DICI) para identificação e averiguação.

Cinco pessoas foram detidas para serem presentes ao Ministério Público, e após o primeiro interrogatório ficaram em prisão preventiva, com as acusações de crimes de posse ilegal de armas de fogo e de estupefacientes.

Foram ainda fiscalizadas 27 viaturas e aplicadas duas coimas, por infrações de trânsito, informou a polícia cabo-verdiana, que utilizou um contingente de 100 efetivos nesta operação.

Esta foi a oitava operação especial de prevenção criminal que a polícia cabo-verdiana realiza na Praia só este ano, tendo nas outras sete feito detenções e apreensões de armas de fogo e armas brancas.

Em julho, a PN informou que apreendeu mais de 5.000 armas no último ano e meio na Praia e no mesmo dia destruiu 1.000 já com processo transitado em julgado, sendo 400 de fabrico artesanal e 600 brancas.

Segundo os mesmos dados, em 2021 foram realizadas 2.973 apreensões, sendo 552 de armas de fogo, entre convencionais e de fabrico artesanal, as denominadas de boca ‘bedju’, e 2.421 armas brancas.

Na altura, o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, destacou a problemática de armas de fabrico artesanais na Praia, capital do país, garantindo que as instituições de combate têm estado “muito ativas”, apreendendo um autêntico arsenal só nos últimos dois anos.

E deu conta que a proposta de alteração do regime jurídico de armas e munições já foi aprovada em Conselho de Ministros e submetida ao parlamento para discussão em outubro, contento penalizações mais pesadas à detenção ilegal de armas de fogo e ligeiras.

 

Lusa

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