Portugal: Cabo Verde defende papel importante que todos os países têm para a segurança marítima

 A ministra de Estado e da Defesa Nacional defendeu hoje, em Lisboa, o “papel importante” que todos os países têm na questão da segurança marítima, considerando que Cabo Verde aparece com um ator relevante neste contexto.

Janine Lélis defendeu essa ideia em conferência de imprensa conjunta com a ministra da Defesa Nacional de Portugal, Helena Carreiras, no Forte de São Julião da Barra, Cascais, depois de uma reunião no âmbito da visita de Janine Lélis a Portugal de hoje até 04 de Outubro, no quadro da cooperação bilateral entre os dois países.

“Entendemos que todos temos um papel fundamental no quadro da segurança marítima, entendemos que Cabo Verde é um ator muito relevante neste contexto de segurança marítima e é com esta perspetiva que estamos a assumir e vamos implementar a sede da Zona G de segurança marítima, arquitetura de Yaoundé, onde nós podemos aportar um valor para a região”, frisou.

Na reunião com a sua homóloga, Janine Lélis teve a oportunidade de apresentar a “firme intenção” de Cabo Verde em agregar à iniciativa portuguesa que está relacionada com o Atlântico Centro, justamente pela localização estratégica do arquipélago e por aquilo que se pode “aportar nesta parceria estratégica”.

“Desta forma estamos a construir aquilo que é o nosso contributo neste contexto de segurança marítima. Cabo Verde apresenta também boas condições para eventualmente virmos a receber um Centro de Instruções para Abordagem para as questões de aplicação da lei a nível do mar”, considerou.

Por sua vez, a ministra da Defesa Nacional de Portugal, Helena Carreiras, informou que a reunião serviu para abordar a cooperação entre a União Europeia e Cabo Verde no Golfo da Guiné, as presenças marítimas coordenadas da União Europeia e a iniciativa Mar Aberto de Portugal, que se inscreve nesse esforço conjunto de reforçar a segurança marítima.

“Portugal reafirmou a vontade de ter militares cabo-verdianos na missão da União Europeia em Moçambique que lideramos e convidamos dois participantes cabo-verdianos para um primeiro estágio de formação em CIMIC, Curso de Cooperação Civil-Militar, que será uma das primeiras iniciativas desta célula com a qual pretendemos reforçar o esforço coletivo na participação em missões de paz”, sublinhou.

A formação de capitães que vai realizar-se no próximo ano, é, segundo a ministra portuguesa, também um contributo importante e no quadro daquilo que é uma das formas de cooperação “mais persistente e mais antiga”, que é a formação de quadros e de capacitação de militares em Portugal, mas que poderá também ser em Cabo Verde, para reforçar as instituições.

“Falamos sobre o Programa Quadro de Cooperação 2021-2026 que vem ampliar as áreas em que trabalhamos juntos, desde o reforço do diálogo político-estratégico, o apoio de capacitação de Cabo Verde em áreas como o desenvolvimento da Autoridade Aeronáutica de Cabo Verde, a sua lei de programação militar, mas também muitos outros temas que têm que ver com a importância da segurança marítima”, indicou.

O encontro serviu também para rever a Agenda Mulher, Paz e Segurança e a possibilidade da cooperação da participação conjunta nas missões das Nações Unidas.

Em Maio, a ministra Helena Carreiras esteve em Cabo Verde num encontro ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em que foi possível tratar de muitos assuntos da cooperação bilateral entre Portugal e Cabo Verde.

A ministra de Estado e da Defesa Nacional, que na reunião de hoje esteve acompanhada do embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, tem ainda na agenda desta deslocação, visitas aos três ramos das Forças Armadas Portuguesas – Marinha, Força Aérea e Exército, e suas dependências.

Inforpress

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