Poupanças dos cabo-verdianos cresceram 30% desde a pandemia

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Poupanças dos cabo-verdianos cresceram 30% desde a pandemia

Os depósitos de poupança dos cabo-verdianos nos bancos aumentaram 30% desde o início da pandemia de covid-19, atingindo em abril os 8.629 milhões de escudos, de acordo com dados do Banco de Cabo Verde (BCV).
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Segundo dados compilados hoje pela Lusa a partir de um relatório estatístico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos estavam avaliados no final de 2019 em 6.675 milhões de escudos (60,3 milhões de euros), antes dos efeitos económicos da pandemia de covid-19, valor que subiu para mais de 7.435 milhões escudos (67,2 milhões de euros) em 2020 e aumentou para o valor histórico de 8.279 milhões de escudos (74,8 milhões de euros) no final de 2021.

Entretanto, segundo o BCV, esses depósitos de poupança atingiram em abril último os 8.629 milhões de escudos (78,3 milhões de euros), ainda assim uma ligeira descida face ao mês anterior.

Em Cabo Verde operam oito bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes.

Os depósitos a prazo nos bancos, apesar de também terem recuado ligeiramente face a março, atingiram os 45.927 milhões de escudos (416,8 milhões de euros) em abril, o que compara com os 41.306 milhões de escudos (373 milhões de euros) no final de 2019, antes dos efeitos da pandemia de covid-19.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, além de uma seca prolongada que se arrasta há mais de três anos.

O país registou uma recessão económica histórica de 14,8% em 2020 e um crescimento de 7% em 2021, impulsionado por alguma retoma no setor do turismo no último trimestre do ano.

Entretanto, devido às consequências económicas da guerra na Ucrânia, o Governo cabo-verdiano reviu de 6% para 4% a perspetiva de crescimento económico em 2022, face à escalada de preços em vários produtos e uma inflação, a um ano, que já ultrapassa os 7%.


Lusa

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