Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentam para 73,7M€ em outubro

Banco Interatlantico

Poupanças dos cabo-verdianos nos bancos aumentam para 73,7M€ em outubro

As poupanças dos cabo-verdianos nos bancos voltaram a aumentar em outubro, para 73,7 milhões de euros, permanecendo em valores máximos, segundo dados do Banco de Cabo Verde (BCV) compilados hoje pela Lusa.

De acordo com o mais recente relatório estatístico mensal do Banco de Cabo Verde (BCV), os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos estavam avaliados no final de outubro de 2021 em mais de 8.120 milhões de escudos (73,7 milhões de euros), uma ligeira subida face a setembro e o segundo valor mais elevado desde o início da pandemia de covid-19.

Estes depósitos de poupança cresceram ainda 10% face a outubro de 2020.

Em março de 2020, essas poupanças cifravam-se em 6.847 milhões de escudos (61,5 milhões de euros) e foram crescendo praticamente todos os meses, acumulando até ao momento um aumento de praticamente 20%, desde o início da pandemia.

Só entre março e abril de 2021 os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos aumentaram 7%, de 7.736 milhões de escudos (70,4 milhões de euros) para quase 7.844 milhões de escudos (71,4 milhões de euros), segundo o histórico disponibilizado pelo BCV.

Em julho, contudo, registou-se a primeira queda no valor dos depósitos de poupança em nove meses, mas que voltou a crescer em agosto, para o valor mais alto do histórico disponibilizado pelo BCV, voltando a descer ligeiramente em setembro.

Já os depósitos a prazo nos bancos também aumentaram ligeiramente no final de outubro passado, face ao mês anterior, para 45.469 milhões de escudos (412 milhões de euros), em máximos históricos, segundo os dados do banco central.

De acordo com o histórico do BCV, os depósitos de poupança nos bancos cabo-verdianos ultrapassavam no final de 2019 os 6.675 milhões de escudos (59,9 milhões de euros), pelo que se tratou de um crescimento de 11,4% no ano de 2020.

Esses depósitos valiam mais de 5.933 milhões de escudos (53,2 milhões de euros) em 2018, e 5.411,8 milhões de escudos (48,6 milhões de euros) em 2017.

Em Cabo Verde operam sete bancos comerciais com licença para trabalhar com clientes residentes.

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) realizou um inquérito de conjuntura das famílias cabo-verdianas no segundo trimestre de 2020, chegando à conclusão de que a maior parte dos inquiridos (93,2%) considerou que a atual situação económica do país não permite fazer poupança.

Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica e financeira, decorrente da forte quebra na procura turística – setor que garante 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do arquipélago – desde março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

Em 2020 registou uma recessão económica histórica, equivalente a 14,8% do PIB. O Governo cabo-verdiano admite que a economia possa ter crescido entre 6,5 e 7,5% em 2021, impulsionada pela retoma da procura turística, e prevê 6% de crescimento em 2022.

Lusa

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