PR diz que país “perde muito” com falhas no transporte interilhas

O Presidente da República disse hoje que o país “perde muito” com as falhas nos transportes aéreos interilhas, de que ele próprio tem sido vítima nas deslocações enquanto chefe de Estado.

“O país perde muito com a situação dos transportes. Espero que as medidas anunciadas pelo Governo venham o mais cedo possível por cobro a tal crise que se vive no setor”, referiu José Maria Neves, numa mensagem publicada na rede social Facebook.

O Presidente fez alusão às “dificuldades de mobilidade entre as ilhas” que lhe chegam por parte de empresários, turistas, profissionais liberais, população em geral e alguns estrangeiros.

“Há dias, uma colega de curso, vinda de Austrália, com a filha, regressou sem conseguir chegar à Praia, porque ficou retida quatro dias no Sal”, exemplificou.

“Mostro àqueles que me abordam que o próprio Presidente da República tem sido vítima desta crise: falta de lugares, cancelamentos e atrasos consideráveis, com impactos muito negativos na minha agenda”, disse.

Na segunda-feira, José Maria Neves contava partir da ilha do Sal, de manhã, para assistir ao jogo de futebol entre as seleções de Cabo Verde e Líbia, mas só chegou à Praia, “depois das 16:00 [18:00 em Lisboa]” quando o jogo “estava previsto para as 15:00 [17:00 em Lisboa]”.

José Maria Neves diz que tem mostrado “preocupação” e que tem “apresentado, sempre que possível, ao Governo, as apreensões, assim como propostas”.

“Mesmo publicamente, venho falando do assunto”, notou, dizendo estar a par da “complexidade da questão, num país arquipélago e oceânico”, e à espera que as soluções anunciadas pelo Governo cheguem depressa.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, anunciou há um mês que Cabo Verde vai ter uma nova empresa, 100% estatal, com mais aviões para, até final do ano, resolver a crise nos voos interilhas.

A concessionária Bestfly acumulou problemas devido à falta de aviões e acabou por abandonar o arquipélago em abril.

A Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), empresa estatal dedicada a voos internacionais, entrou de emergência no mercado doméstico para salvar a operação, mas, apesar da melhoria global do serviço, mantêm-se várias queixas sobre falhas na operação.

Lusa

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest