Presidente da República diz-se convicto de que sociedade civil é consciente dos desafios em relação aos oceanos

O Presidente da República disse ontem, dia 8, que encerra a terceira conferência da Década do Oceano com a convicção de que a sociedade está consciente dos desafios em relação aos oceanos, das enormes riquezas existentes no mar.

José Maria Neves fez essa afirmação durante o acto de encerramento da conferência, na localidade piscatória da Palmeira, afirmando que, “definitivamente o futuro de Cabo Verde é azul”.

“Agora é mobilizar toda essa disponibilidade cidadã e da sociedade civil, mobilizar todas as competências e todas as capacidades, mobilizar os recursos financeiros que são necessários para acelerarmos o passo no domínio da economia azul”, afirmou.

José Maria Neves disse que é preciso “garantir uma gestão sustentável dos oceanos e fazer crescer outras áreas como os transportes”, o turismo e construir novos espaços de desenvolvimento que possam gerar mais empregos e criar muito mais oportunidades.

O chefe de Estado sublinhou ainda que “o país está a crescer no seu ritmo em relação ao produto interno bruto”, mas relativamente às economias criativas, economia azul e às tecnologias informacionais, considerou que Cabo Verde está a “crescer abaixo do potencial”.

“Já fizemos muito, mas Cabo Verde ainda precisa de enfrentar uma longa caminhada, grandes desafios para poder ser uma economia moderna, com empregos, com rendimentos e com oportunidades para as pessoas”, concluiu.

A representante da FAO em Cabo Verde, Ana Touza, durante o seu discurso, lembrou que há dois anos, na conferência sobre o Dia Mundial dos Oceanos, também realizada pela presidência, referiu que faltavam oito anos para atingir o ODS-14, (conservar e gerir de forma sustentável os recursos dos oceanos), e os restantes objectivos de desenvolvimento sustentável.

“Devemos aproveitar o momento para acelerar e acelerar as nossas acções, pois a governança dos oceanos e o desenvolvimento da economia azul, agora com apenas seis anos, até 2030, alcançar o ODS-14 requer um esforço concertado em várias áreas”, lembrou.

A mesma continuou afirmando que há algumas principais acções que a FAO considera necessárias, como a gestão sustentável do sector das pescas, apoiar a adopção de práticas de aquacultura sustentáveis, respeitadoras do ambiente, expandir e gerir eficazmente as áreas marinhas protegidas para proteger os hábitos críticos e a biodiversidade.

“Ao concentrar-se nestas áreas críticas no âmbito do Programa de Economia azul Cabo Verde pode fazer progressos significativos para alcançar os ODS 14 até 2030, garantindo a sustentabilidade e a conservação dos oceanos e recursos marinhos para gerações futuras”, continuou.

Para concluir, continuou, “reafirmamos aqui o forte engajamento da FAO para, junto com os principais parceiros, continuar a apoiar Cabo Verde na promoção de uma melhor governança dos oceanos”.

Antes do encerramento oficial da terceira conferência da década do oceano, que aconteceu durante dois dias na ilha do Sal, os participantes do evento envolveram-se numa campanha de limpeza nos arredores da praia da Palmeira e no subaquático.

Cerca de 700 quilogramas de lixo, mais de 200 quilogramas de plástico, foram retirados da baía do porto da Palmeira por uma equipa de mergulhadores.

De referir que a quarta conferência da década do oceano ficou agendada para os dias 07 e 08 de Junho de 2025 na ilha do Fogo.

Inforpress

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