Presidente do INSP garante estarem criadas condições para detetar casos de varíola dos macacos em Cabo Verde

A presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP) garantiu hoje que a nível laboratorial e em termos técnicos estão criadas todas as condições para detetar casos de varíola dos macacos em Cabo Verde.

Maria da Luz Lima deu estas garantias à imprensa, à margem da ação de formação sobre a varíola dos macacos (Monkeypox), destinada aos profissionais de Saúde nomeadamente médicos, enfermeiros, técnicos de laboratórios e auxiliares de ação médica, realizada esta quinta-feira, na Cidade da Praia.

Conforme explicou, neste momento, a maioria dos países está na fase de preparação e alerta relativamente ao surgimento de casos de varíola de macacos, daí a necessidade de Cabo Verde reforçar o conhecimento destes profissionais sobre esta doença tanto a nível do diagnóstico, tratamento como de cuidados a ter.

“O INSP na gestão de emergências tem a investigação, vigilância laboratorial, tem a comunicação de risco, então a nível da vigilância laboratorial já estão criadas as condições, em termos técnicos, nacionais capacitados treinados, temos reagentes no país, os equipamentos já temos, não variam muito para o diagnóstico da covid-19, então a nível laboratorial já estamos a postos”, adiantou.

Entretanto salientou que na vertente de Comunicação de Riscos, que é um processo que tem que ser feito de forma gradual, ainda é preciso algumas ações, tendo referido que no Plano Nacional de Contingência já existe o plano de comunicação para varíola dos macacos.

“Essa vigilância frequente tem que ser feita a nível dos pontos de entrada e a nível da comunidade. Quanto aos sintomas, se por exemplo as pessoas sentirem febre, dores de cabeça, manchas na pele devem procurar um serviço de saúde para que se possa fazer um diagnóstico o mais cedo possível”, indicou, salientando que a identificação de um caso suspeito requer um conjunto de medidas de saúde pública para evitar a propagação.

Defendeu neste contexto, a necessidade de se apostar em ações de sensibilização da população sobre esta doença, ressaltando que com esta formação os profissionais estarão mais capacitados e alertas para detetarem eventuais casos, saber como fazer a colheita de amostras o transporte, inclusive a proteção dos profissionais de saúde para se evitar a contaminação.

Recomendou ainda a população a manter o distanciamento físico, uma vez que, lembrou, a varíola dos macacos é uma doença que se transmite muito pelo contacto físico, secreções, fluidos e entre outros.
“Há também pelos fluidos, secreções, aconselha-se a não partilhar lençóis, enfim um conjunto de medidas que nos próximos meses vamos intensificar para a divulgação de mais ações de formação além de medidas de prevenção que vamos recomendar”, asseverou.

Questionada sobre a confirmação de casos positivos, afirmou que neste momento os exames de laboratórios deram todos negativos e que o INSP está em alerta relativamente a esta questão.

A ação de capacitação que acontece de forma presencial e online debruça sobre temas como: Varíola dos Macacos – Noções Gerais, Diagnóstico Laboratorial da Varíola dos Macacos e Bio-segurança.

O surto desta doença, em países fora da África Ocidental e Central, onde ela é considerada endémica, foi relatado no início de Maio, tendo já afetado mais de 16 mil pessoas e estando presente em cerca de 74 países.
No dia 23 de Julho do corrente ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS), considerou a Varíola dos Macacos como sendo uma Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional.

Inforpress

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