Presidente do Sindprof classifica de “positiva” visita à ilha do Sal para se inteirar da situação dos professores

A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof) fez ontem, dia 1, um balanço positivo da sua visita de dois dias ao Sal, em que esteve a visitar os agrupamentos escolares e manteve encontros com os professores e monitores.

Lígia Herbert fez essa afirmação numa conferência de imprensa na cidade de Santa Maria, depois de um último encontro com os professores do Agrupamento de Santa Maria, em que aproveitou para afirmar que o processo disciplinar levantado aos professores “não tem pernas para andar”.

A presidente sublinhou que andou em todas as escolas e jardins da ilha e constatou que os professores e monitores estão “satisfeitos da luta” que se tem travado, porque o professor “precisa de sentir e fazer uma luta ainda mais robusta”.

“O que está a ser feito é exactamente uma forma de amordaçar o professor e fazer ter medo e não enveredar para nenhuma forma de luta, mas isto não vai passar porque os professores sabem muito bem o que quer e sabem qual a luta”, afirmou Lígia Herbert.

A presidente sublinhou que foi constatado um “fake news” sobre a idade de reforma para 65 anos e exigiu que as pessoas sejam “ intelectualmente sérias”, embora ,conforme a mesma fonte, em outros tempos foi apresentado este que chamou de “anteprojeto”.

A mesma afirmou que a tutela está a acusar o sindicato de “fakenews”, mas, no entanto, “prometeu” um estatuto pronto para o mês de Maio que até agora “não se tem ainda nem um PCRF [Plano de Cargos Remunerações e Funções] pronto”, estando também ainda “num anteprojecto do estatuto”.

“O Sindprof não vai assinar documento nenhum enquanto não estiver pronto o PCRF e o estatuto do pessoal docente. Nós não podemos entregar a vida e o desenvolvimento da carreira do professor nas mãos de um estranho”, continuou.

A presidente do Sinprof lembrou que “não é o sindicato que não quer aceitar os 91 mil escudos para professores licenciados e 55 mil para os não licenciados, “como o Ministério da Educação tem afirmado”, mas que a petição dos professores é que diz tudo.

Ainda conforme a mesma fonte não se pode tratar os professores “como acéfalos” porque se está a falar de uma classe “seria e nobre”.

A dirigentes sindical encorajou a classe docente, afirmando que “ a luta continua”.

“Nada que não esteja vinculado ao estatuto, o professor não deve fazer porque estamos numa greve por tempo indeterminado (…) para impactar a opinião pública está a dizer que o professor está a pedir muito, mas é exatamente a quantidade de alunos que temos”, finalizou.

Inforpress

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