Primeira-dama almoça com mulheres de países africanos para reflexão sobre o seu papel no desenvolvimento do continente

A primeira-dama, Lígia Fonseca, convidou hoje um grupo de mulheres de diferentes países africanos para um almoço na Presidência da República, para uma reflexão sobre o papel das africanas no processo de desenvolvimento do continente.

 

Este ano, segundo Lígia Fonseca, em declarações à Inforpress, por causa da pandemia da covid-19, mais uma vez não foi possível assinalar o Dia da África em moldes semelhantes ao que tem acontecido desde o início da presidência de Jorge Carlos Fonseca e, por isso, optou-se por um “número muito reduzido” de representantes de cada uma das comunidades residentes na Cidade da Praia.


Em outras ocasiões, o Dia da África tem sido comemorado com debates presenciais e actividades culturais, nomeadamente exposições e amostras gastronómicas.


Durante o almoço, que conta com a participação de 20 mulheres africanas, inclusive diplomatas, as participantes vão reflectir sobre o papel das mulheres africanas no processo de desenvolvimento do continente.


Os impactos da pandemia da covid-19 no seio das comunidades imigradas vão, igualmente, merecer uma atenção durante o almoço oferecido pela primeira-dama.


“Foi apresentado ontem um relatório sobre a violência baseada no género durante o período de pandemia e, felizmente, os resultados mostram que são muito positivos no sentido de que em Cabo Verde não houve aumento da violência baseada no género”, ao contrário do que acontece em outras paragens”, congratulou-se Lígia Fonseca.


Para a primeira-dama, a questão da violência com base no género não é motivo de “grande preocupação” durante o encontro, mas com as suas convidadas vai debruçar-se sobre outros aspectos que estão a ter “efeitos muito negativos” na vida das pessoas, nomeadamente as actividades económicas que essas mulheres desenvolvem, as quais, segundo ela, “contribuem grandemente para a sua independência financeira”.


A dificuldade no acesso à documentação com vista a permitir, por um lado, a mobilidade das pessoas e, por outro, a manterem-se legalmente no País, é um outro tema da conversa com as mulheres de outros países africanos residentes em Cabo Verde.


Instada sobre a regularização dos imigrantes, Lígia Fonseca deixou entender que o problema não tem a ver apenas com a burocracia dos serviços, mas também pelo facto de muitos cidadãos estrangeiros enfrentarem dificuldades em obter os documentos dos países de origem.


“Há documento que são essenciais, designadamente os correspondentes a certificados de registo criminal e, muitas vezes, eles [os imgrantes] têm dificuldades em conseguir esta documentação, o que acaba por dificultar o processo [de legalização], admitiu Lígia Fonseca.


Lamentou que muitas pessoas a residir ilegalmente em Cabo Verde não tenham acesso a algumas protecções sociais que deviam ter.


Por sua vez, Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, na sua mensagem por ocasião do Dia da África, defendeu que é necessário os países africanos terem acesso universal, equitativo e rápido à vacina contra a covid-19, bem como à iniciativa de perdão ou alívio da dívida externa.

O chefe de Estado lembrou que tal como tem acontecido em outros continentes, a África tem sido afectada negativamente pelas múltiplas consequências da pandemia da covid-19 em todas as áreas de esforço humano.


O Dia da África (anteriormente designado Dia da Liberdade de África e Dia da Libertação de África) é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje conhecida como União Africana, desde 25 de Maio de 1963.


É comemorado em vários países do continente africano, assim como em todo o mundo.


Inforpress

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