Primeiro-ministro nega transferência da sede da Electra para a cidade da Praia  

O primeiro-ministro garantiu ontem, dia 13, no Mindelo que não haverá transferência da sede da Electra de São Vicente para a cidade da Praia, no quadro do processo de reestruturação da empresa para privatização.

Ulisses Correia e Silva deu esta garantia no balanço dos três anos do VIII Governo Constitucional, que aconteceu na cidade do Mindelo.

“Não há transferência da sede da Electra para a Praia. Já tive a oportunidade de, no parlamento, esclarecer isso. Há um processo de reestruturação que está a ser previsto para a privatização”, esclareceu.

Questionado em que moldes está a ser feita esta reestruturação, a mesma fonte avançou que o processo está a ser trabalhado, relativamente ao novo regime, porque a Electra irá continuar numa determinada área de intervenção, tipo de uma entidade que vai gerir a concessão.

“Depois nós vamos ter a privatização, na área da produção e na área da distribuição”, garantiu.

Portanto, continuou, “o ministro da Energia teve cuidado de o dizer e eu também disse no parlamento. Não há é essa a preocupação da sede da Electra, da parte da empresa que vai fazer a parte da gestão da concessão, sair de São Vicente. Portanto, está assegurado”, finalizou.

A Empresa de Electricidade e Água (Electra SA) é uma empresa estatal, de economia mista, que actua no sector de saneamento e energia.

Criada a 17 de Abril de 1982, pelo decreto-lei nº 37/1982 a empresa está na lista das que o Executivo pretende privatizar nos próximos tempos.

A privatização da Electra está regulada pelo decreto-lei nº 52, de 21 de Julho de 2021, sendo certo que 25 por cento (%) do capital de cada uma das empresas vai ser destinado a trabalhadores, emigrantes cabo-verdianos e pequenos acionistas.

Nos termos do decreto-lei, o Governo deve realizar um concurso público para a escolha de um parceiro estratégico que pode comprar 75 % de uma das empresas ou de duas em bloco.

Em Julho de 2022, foi publicado no Boletim Oficial, o decreto-lei 34/2022 que extingue a Electra Norte e a Electra Sul e mandou constituir três novas empresas, sendo uma de produção e outra de distribuição de electricidade que vão ser privatizadas.

Inforpress

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